O casting para os próximos árbitros eleitorais já está aberto
A Junta de Coordenação Política (Jucopo) de San Lázaro acaba de dar o sinal de partida. Procuram três pessoas que, durante nove anos, farão parte do coração do Instituto Nacional Eleitoral. De 2026 a 2035. Uma década crucial para a democracia mexicana que agora começa a ser definida.
Quem pode aspirar? Não é para todos. São necessários mais de 30 anos e um currículo limpo: sem cargos eletivos nos últimos quatro anos e longe de lideranças partidárias recentes. Mas há um requisito que fala mais alto que todos: um ensaio inédito sobre o funcionamento do INE. É aí que você verá quem realmente entende do jogo.
Os interessados deverão cadastrar sua documentação digitalmente no período de 23 a 25 de março de 2026.
O processo é uma pista de obstáculos digna de um filme. Primeiro, um exame sobre direitos constitucionais, eleitorais e humanos, no dia 7 de abril. Apenas os 50% com as melhores qualificações serão aprovados, respeitando a paridade de género. Depois, avaliação de adequação e entrevistas entre 10 e 16 de abril.
O movimento final é pura política. A Comissão Técnica entregará ao Jucopo três listas com cinco nomes cada. No dia 22 de abril, o Conselho de Administração deverá votar. Mas aqui está o detalhe que muitos ignoram: se não concordarem, no dia 28 de abril os nomes serão sorteados. Insaculação como plano B.
Meu pai sempre disse que as instituições são cuidadas de dentro. Este processo, com os seus filtros e o seu possível sorteio final, é o primeiro acto do próximo capítulo eleitoral do país. As cadeiras são colocadas no palco. Agora resta saber quem se atreve a sentar-se.




