Andrea e Erik: a família que escolheram depois do amor

O ex-casal continua a viajar junto com as filhas, demonstrando uma dinâmica familiar pouco convencional, mas funcional.

O novo normal de um ex-casal famoso

Andrea Legarreta e Erik Rubín estão fazendo isso de forma diferente. Apesar de terminarem um relacionamento de 23 anos, a história da família continua a ser escrita. Agora foram apanhados novamente no aeroporto, viajando juntos com as filhas Mía e Nina.

O curioso é que ambos já contam com nova companhia sentimental. Andrea está com Luis Carlos Origel, treinador 21 anos mais novo. Erik também apareceu recentemente com um novo parceiro em um festival.

RelacionadoAndrea e Erik, o ex-casal que redefine a família

“Não me parece muito”

O que poderia ser um drama de novela, para eles é pura lógica. No aeroporto, Andrea foi direta ao ser questionada sobre a possibilidade de seus novos companheiros se juntarem às viagens em família.

“Não me parece muito, os dois são muito fofos, no final nos conheceram sabendo como é a nossa história e o nosso relacionamento”, confessou sorrindo.

Acontece que convidaram a namorada de Luis Carlos e Erik, mas desta vez os compromissos de cada um impediram. “De repente, um de nós ou ambos caímos”, acrescentou.

O segredo, segundo Legarreta, está em três coisas: valorizar a bela história que tiveram, ter inteligência emocional e, principalmente, o bem-estar das filhas.

“Temos uma bela história, um bom relacionamento, não se trata de ser um exemplo, apenas para nossas filhas.”

E enquanto sua vida amorosa renasce – “Nunca pensei que estaria com alguém mais jovem… e agora estou feliz”, ela brincou sobre Luis Carlos – a dinâmica com o ex permanece sólida. Uma lição moderna sobre como redefinir uma família quando o romance muda de forma.

Rosa Gloria Chagoyán defende o cinema popular de Lola la trailera

A atriz defende o legado de sua personagem vigilante e seu atual sucesso no teatro.

Um ícone que não para

Rosa Gloria Chagoyán ainda é válida. A atriz, que marcou o cinema popular mexicano com sua personagem Lola la trailera, agora brilha no musical Perfume de Gardenia, apresentado no Teatro San Rafael. Lá ela interpreta um número inspirado em Juana la cubana, outro de seus papéis emblemáticos, acompanhada por La Sonora Santanera.

Sua fama nasceu de cenas impossíveis. Em uma das mais memoráveis, Lola dirige seu trailer a toda velocidade, com uma roda levantada e sua comadre servindo tequila no motor fumegante. “Agora vamos vencer”, diz ele ao volante. A imagem condensa o que Chagoyán defende até hoje: uma mulher dominando o impossível, num cinema que não teve medo de desafiar os papéis de género ou as leis físicas.

“Foram filmes com ótima fotografia, muita produção, com trailers que caíram no barranco, motos que bateram, aviões que caíram no mar”, lembra a atriz.

Uma personagem vigilante. Chagoyán garante que Lola se tornou um ícone da libertação feminina. “Lola é uma mulher que dirige um trailer e por isso fizeram guerra contra nós, porque não existiam personagens assim nos filmes. Eles questionaram como uma mulher defendia seus direitos e ajudava os necessitados”, explica.

Ele afirma que Lola la trailera é o filme de maior bilheteria da história do cinema nacional. “Lola virou personagem vigilante, é uma mulher corajosa que lutava contra criminosos. As pessoas gostavam muito disso, porque quem lutava contra a maldade dos cartéis criminosos era uma mulher”, destaca.

Antes do volante, a atriz já havia iniciado sua carreira na televisão e nas fotonovelas. No Canal 8 ele conheceu o jovem Juan Gabriel. Mais tarde, representantes do cantor e compositor a contrataram para aparecer com ele em fotonovelas. “Toda semana ele e eu nos encontrávamos para comer e tirar fotos. Éramos bons amigos”, revela.

Hoje, Chagoyán continua ativa e defende o valor do seu cinema. Com Lola, diz ele, fez turnês pelos Estados Unidos, México, América Central, Venezuela, Colômbia e até festivais na China. Seu legado, garante ele, permanece intacto.

Continuar lendo

O convite: comédia de câmara que desfaz um casamento

Olivia Wilde dirige e estrela esta comédia sobre um jantar que provoca tensões conjugais.

Um jantar que muda tudo

Olivia Wilde retorna à comédia com The Invitation, seu terceiro filme como diretora e o mais forte até agora. A trama acompanha Joe (Seth Rogen) e Angela (Wilde), um casal à beira do colapso que convida os vizinhos de cima para jantar. O que começa como uma noite estranha se transforma em um jogo de provocações, confissões e desejos ocultos.

O filme é um dispositivo clássico de locação única, reminiscente de Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, mas com um toque moderno. O roteiro de Rashida Jones e Will McCormack, baseado no filme espanhol Sentimental de Cesc Gay, combina diálogos contundentes com temas profundos como perimenopausa e intimidade entre casais.

Performances que elevam o material

Wilde brilha como atriz: sua Ângela é uma bola de ansiedade que tenta esconder sua vergonha enquanto admira a aparente harmonia dos vizinhos. Penélope Cruz interpreta Pína, uma sexóloga de presença avassaladora, e Edward Norton é Hawk, um bombeiro que complementa a esposa. A química entre os dois contrasta com a tensão entre Joe e Angela.

Seth Rogen apresenta um histórico contido como professor universitário frustrado, mais interessado em reclamar do barulho sexual dos vizinhos do que em se conectar com sua esposa. A dinâmica entre os dois casais gera embates divertidos e momentos de catarse.

O filme, distribuído pela A24, é classificado como R por conteúdo sexual, linguagem e uso de drogas. Tem duração de 107 minutos e merece três estrelas e meia em quatro. The Invitation mostra que Wilde domina a comédia dos modos de salão, embora às vezes a trilha sonora de Dev Hynes enfatize demais a tensão.

Continuar lendo

Atriz Gabriela Fleritt e dois parentes encontrados mortos após terremoto na Venezuela

Após cinco dias de buscas, eles confirmam a morte da humorista, de sua filha e de um de seus netos.

Pesquise e encontre

Cinco dias de incerteza terminaram em tragédia para a família Fleritt. A atriz e comediante venezuelana Gabriela Fleritt, sua filha Andrea Laya e um de seus netos foram encontrados mortos nos escombros do edifício Residencia Las Palmas, em Macuto, estado de La Guaira.

O terremoto, que segundo dados oficiais ceifou a vida de quase 1.450 pessoas, deixou o outro neto da atriz, menor de idade, como único sobrevivente. Sua identidade está reservada para proteção.

Eduardo Fleritt, sobrinho de Gabriela, liderou as buscas desde o primeiro dia. Pelas redes sociais, ele pediu ajuda para localizar seus familiares. No domingo, 28 de junho, ainda esperançoso, compartilhou sua frustração:

“É incrível como no prédio ao lado mais de 100 pessoas ajudaram e removeram escombros, junto com a ajuda das autoridades, e no prédio de Las Palmas éramos apenas oito, com unhas, dentes, comandos e convicção.”

Reações familiares

Horas depois, a notícia mudou. Eduardo confirmou a descoberta dos corpos de Gabriela, Andrea e do menor Mariano Serrano. Em mensagem, ele agradeceu o apoio recebido e afirmou que a família se unirá para cuidar do neto sobrevivente.

“Hoje nosso compromisso continua firme com Sebastián Landi, o lindo presente de vida que Gabriela, Andrea e Mariano nos deixaram, vamos cuidar dele, protegê-lo e acompanhá-lo sempre com todo nosso amor.”

O menino, único sobrevivente, agora receberá o apoio dos familiares. A comunidade artística venezuelana expressou a sua tristeza pela perda de Gabriela Fleritt, reconhecida pela sua carreira na comédia e no teatro.

Continuar lendo