Ana Serradilla interpreta Catalina, uma viúva que deve deixar os filhos sozinhos em casa. O que parece ser uma decisão cotidiana se transforma em um pesadelo. O filme, dirigido por Emilio Portes, aposta num terror que vai além do sobrenatural.
Medo real, medo social
Para Serradilla, o terror do filme nasce da realidade. “Não é fácil não poder estar ao lado dos filhos, isso os deixa vulneráveis a qualquer coisa que aconteça na sua ausência”, explica a atriz. A insegurança, o desaparecimento de menores ou o bullying na escola são os gatilhos deste “terror social” que o filme retrata.
A atriz cresceu em uma época em que “nada ia acontecer com você” se você brincasse na rua. Hoje, reconhece, a percepção mudou. “Agora você tem medo de que seu filho desapareça ou que até na escola ele sofra bullying ou tenha um mau professor. Acho que o mundo continua o mesmo, só que agora estamos mais conscientes dos danos que podem acontecer aos nossos filhos”, afirma.
Gênero no México
Não deixe as crianças sozinhas marca a primeira incursão de Serradilla no suspense, gênero que vem ganhando espaço na cinematografia mexicana. O México também é um dos principais consumidores de terror do mundo.
“Estamos fazendo filmes de terror cada vez melhores no México. Ainda falta dizer que existe uma indústria enorme do gênero, porque muito mais filmes deveriam ser feitos, mas vamos lá.
O filme já está nos cinemas.




