Uma frente comum contra a cópia não autorizada
A política às vezes consiste em preparar o cenário para o que está por vir. E o que está por vir é enorme: a Copa do Mundo FIFA de 2026. Neste contexto, as autoridades do México e dos Estados Unidos estão a forjar uma aliança que vai além do desporto.
Trata-se de proteger ideias, marcas, criatividade. Em Washington, o diretor do IMPI, Santiago Nieto, fechou acordos importantes com o Escritório de Patentes dos EUA (USPTO).
“Vamos analisar a possibilidade de um processo conjunto para patentes na América do Norte”, anunciaram.
Um pedido único, um procedimento unificado e validade recíproca. Parece burocracia, mas é uma virada de jogo para inovadores e empresas.
Não é só futebol
A turnê de Nieto teve vários atos. Reuniu-se com a Associação Cinematográfica para proteger conteúdo em mídia digital e física. E assinou um acordo com a Entertainment Software Association.
O objetivo é claro: trabalhar em conjunto contra a exploração não autorizada de videogames na internet e em estabelecimentos. O México é a décima potência mundial em entretenimento. Este setor é vital.
Mas há uma sombra neste roteiro. O Representante Comercial dos EUA (USTR) tem o México na sua lista de vigilância prioritária para cópias não autorizadas.
Em seu relatório ‘Special 301’ de abril de 2025, ele foi enérgico:
Ele disse que os processos criminais por falsificação de marcas parecem ser inexistentes e apontou a Procuradoria-Geral da República por não divulgar estatísticas nos últimos 15 anos.
Esta aliança, então, não é apenas uma cooperação amigável. É também uma resposta necessária à pressão externa real. Está a preparar o terreno para um evento global, ao mesmo tempo que aborda sinais de alerta históricos.
O teatro político avança. Os atores se alinham. As consequências para os criadores, as empresas e os consumidores estão em jogo.




