Alerta de tsunami força evacuações massivas no Pacífico

O Pacífico em suspense: evacuações em massa e praias fechadas após um terremoto histórico na Rússia.

Quando a Terra decide fazer cardio: edição tsunami

Nesta quarta-feira, o Oceano Pacífico decidiu que queria ser o protagonista de seu próprio thriller sobre desastres naturais. Tudo começou quando um terremoto de magnitude 8,8 — sim, forte o suficiente para abalar até mesmo seus problemas existenciais — abalou uma remota península russa. O resultado? Alertas de tsunami que colocam metade do planeta no modo “correr como se seu ex tivesse visto você na rua”.

Japão e Havaí: o déjà vu que ninguém pediu

No Japão, onde o trauma do tsunami de 2011 ainda é mais recente que o meme do momento, as pessoas escalaram telhados e colinas como se fossem influenciadores em busca da melhor foto. Enquanto isso, no Havaí, os turistas trocaram suas piña coladas por kits de emergência, congestionando o trânsito pior do que na hora do rush de sexta-feira. “Não pregamos o olho a noite toda”, confessou Constanza Mercado, uma comerciante chilena que, junto com sua família, passou de uma noite tranquila em Valparaíso para uma noite de incerteza digna de um filme apocalíptico.

RelacionadoSheinbaum minimiza alerta de tsunami enquanto o Pacífico provoca ondas

E embora as ondas que atingiram as costas do Japão, Havaí e Estados Unidos fossem mais “meh” do que “Meu Deus”, as autoridades não se arriscaram: “Fique longe da costa como se fosse a zona de conforto do seu ex” era o lema do dia. No Chile, o Senapred ativou alertas vermelhos e preparou a evacuação de 1,5 milhão de pessoas, porque, sejamos honestos, ninguém quer repetir 2010.

América do Sul: quando o mar brinca de gangorra

Na costa sul-americana, a quarta-feira amanheceu com praias vazias e portos fechados. No Peru, 126 portos disseram “hoje não, graças” ao comércio, incluindo Ilo, fundamental para a exportação de cobre para a China. Enquanto isso, na Ilha de Páscoa, as ondas atingiram 60 cm de altura – basicamente uma banheira gigante – mas as autoridades alertaram: “A segunda ou terceira onda pode ser a Karen dos tsunamis” (leia-se: imprevisível e potencialmente destrutiva).

No final da tarde, o Chile rebaixou alguns alertas para “cuidado”, que em linguagem coloquial significa “não tome banho, mas você pode observar de longe”.. É claro que em Valparaíso as sirenes soaram como um lembrete de que o Pacífico ainda manda neste jogo.

A única certeza é que, depois desse susto, muitos vão reconsiderar “morar perto do mar pelas vistas”. E você, já conferiu sua mochila de emergência ou ainda confia que o universo conspira a seu favor?

Esta nota impactou você? Compartilhe-a em suas redes e continue explorando mais conteúdo sobre como o planeta nos lembra quem manda aqui. 🌊

Evacuação interrompida no Estreito de Ormuz após ataque a navio

ONU suspende plano de resgate marítimo após tiroteio em navio no Golfo Pérsico.

A Organização Marítima Internacional (IMO), uma agência da ONU, interrompeu a evacuação dos navios encalhados no Estreito de Ormuz. A decisão foi tomada depois que os militares britânicos relataram que um navio foi atingido por um projétil na costa de Omã.

O secretário-geral da IMO, Arsenio Domínguez, explicou que o plano ficará suspenso até que sejam confirmadas as garantias de segurança. O navio atacado não fez parte do esforço de evacuação.

Avisos do Irã e novas rotas

Horas antes do ataque, o Irão ameaçou proibir a passagem pelo estreito sem autorização de Teerão. A nova Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo governo iraniano, alertou em X que o trânsito fora das rotas designadas “não será coberto pela garantia de passagem segura”.

O centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido indicou que o navio sofreu danos, mas sem vítimas ou impacto ambiental.

A abertura de uma passagem alternativa aliviaria a pressão sobre a economia global e reduziria a influência do Irão nas negociações de paz. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, garantiu durante visita ao Golfo Pérsico que Washington está comprometido com a nova rota.

“Se isso parar, teremos um problema”, disse Rubio.

O preço do petróleo caiu brevemente abaixo dos 73 dólares por barril, um sinal de que o mercado está a registar melhorias.

Negociações e tensões regionais

Os Estados Unidos e o Irã discutem os termos de um acordo de paz provisório, com prazo de 60 dias para definir detalhes como a passagem de navios e o futuro do urânio enriquecido iraniano.

Entretanto, a escalada dos combates no Líbano ameaça a trégua. O Ministério da Saúde libanês relatou cinco mortes em ataques israelenses nos últimos dois dias. O Hezbollah classificou as ações como violações do cessar-fogo, mas não respondeu.

O exército israelense confirmou a morte de um soldado reservista e outro ferido no sul do Líbano.

Trânsito marítimo em números

Apesar do incidente, mais navios atravessam o estreito, embora muito abaixo dos níveis anteriores à guerra. A empresa de navegação Maersk conseguiu remover seu navio porta-contêineres Maersk Baltimore e outro navio na quinta-feira.

De acordo com a Lloyd’s List Intelligence, 125 navios cruzaram a fronteira na semana passada, contra 33 na semana anterior. A S&P Global reportou 78 trânsitos na quarta-feira, o maior número desde o início do conflito, mas ainda longe da média diária de 130.

O Irã considera a nova rota “inaceitável e completamente perigosa”. O braço naval da Guarda Revolucionária alertou que “serão tomadas medidas contra os infratores”. Na quarta-feira, ameaçaram um petroleiro por rádio: “eles estão ao alcance dos meus mísseis”, segundo a empresa de segurança Ambrey.

Rubio reuniu-se com os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo para garantir que os seus interesses serão protegidos. O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid al-Zayani, disse que o acordo traz esperança, mas é “crítico que o Irã cumpra suas obrigações”.

Continuar lendo

Terremotos na Venezuela: 188 mortos e 40 mil desaparecidos

Dois terremotos na Venezuela deixaram 188 mortos e 40 mil desaparecidos, segundo estimativas.

Saldo oficial e estimativas independentes

Dois terremotos de magnitude 7,1 e 7,5 abalaram a Venezuela na quinta-feira, deixando um número provisório de 188 mortos e 1.520 feridos, segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Cerca de 2.000 famílias perderam suas casas. O primeiro tremor ocorreu a 20 km de profundidade; a segunda, mais forte, a apenas 10 km.

Uma iniciativa civil independente estima que o número de pessoas desaparecidas possa chegar a 40 mil. O governo não validou esse número. A zona costeira do estado de La Guaira e o oeste de Caracas foram os mais afetados.

“Tudo estava caindo sobre nós. Parecia um filme de terror. Durou cerca de dois minutos”, disse um morador à imprensa local.

Resposta internacional e solidariedade

A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência, fechou escolas e tribunais e mobilizou todo o pessoal de saúde. As comunicações e o aeroporto estão em colapso; muitas pontes foram danificadas.

A ajuda internacional chegou rapidamente: equipas de resgate dos Estados Unidos, da União Europeia, da Turquia e do México. O FMI destinou 200 milhões de euros para a reconstrução. A Itália enviará bombeiros e proteção civil.

A falta de fiscalização na construção – poucos projectos cumprem as normas anti-sísmicas, sem planeamento urbano – teria agravado os danos, segundo queixas locais. A Venezuela está localizada na falha entre as placas caribenha e sul-americana, uma área de alto risco sísmico.

Continuar lendo

Terremotos na Venezuela: danos a mais de 700 edifícios, segundo relatos de cidadãos

Voluntários documentam 204 colapsos totais e centenas de danos em La Guaira e Caracas.

Relatório cidadão após os terremotos na Venezuela

Uma plataforma de código aberto, dirigida por voluntários civis, registou até à tarde de quinta-feira 204 desabamentos totais de edifícios, 216 com danos estruturais graves e 298 com danos parciais. A informação vem do site terremotovenezuela.com.

Os danos estão concentrados principalmente em La Guaira e no leste-norte de Caracas. A ferramenta permite documentar de forma colaborativa danos em residências, hospitais, escolas e empresas.

O meio de comunicação El Bus TV validou a iniciativa ao divulgá-la publicamente nesta quinta-feira e confirmou a atuação responsável dos ativistas. O jornalista Tony Frangie Mawad endossou o mapa de dados abertos, destacando a sua utilidade na avaliação da extensão dos danos às infra-estruturas.

Estas ações cidadãs complementam os esforços oficiais face à emergência. As autoridades relataram momentaneamente 188 mortes e cerca de 2.000 famílias desabrigadas, embora se estime que os números irão aumentar. As plataformas continuam a receber relatórios para localizar as pessoas afetadas e coordenar a ajuda humanitária.

A colaboração da população é fundamental para avaliar a magnitude da crise. Ferramentas como terremotovenezuela.com fornecem informações atualizadas sobre as áreas mais atingidas.

Continuar lendo