Perdemos um grande negócio
José “Piculín” Ortiz, centro que fez tremer os Estados Unidos em Atenas 2004, morreu esta terça-feira aos 62 anos. A Federação de Basquetebol de Porto Rico confirmou que perdeu a batalha contra o cancro colorretal, rodeado pela sua esposa Sylvia e pela sua filha Neira no Hospital Ashford, em San Juan.
“Hoje Porto Rico perde mais que um atleta. Perde uma lenda”, afirmou a federação em comunicado. “Obrigado por tantas alegrias, por representarem com orgulho a nossa bandeira e por levarem o nome da ilha ao mais alto nível.”
Do estado de Oregon à história
Antes de ser uma lenda, ele era um estudante-atleta. No Oregon State, ele se tornou o Jogador do Ano do Pac-10 em 1987, com média de 22,3 pontos e 8,7 rebotes. O Utah Jazz o escolheu em 15º no draft, mas sua trajetória passou pela Espanha, no CAI Zaragoza, antes de chegar à NBA.
Sua passagem por Utah foi breve, mas o suficiente para mostrar que ele poderia competir no mais alto nível. Depois veio a Europa: Real Madrid, Barcelona e um retorno à América Latina que culminou com sua aposentadoria em 2006.
O momento que paralisou o mundo
Se há um momento que define seu legado, foi em Atenas 2004. Vestindo a camisa de Porto Rico, Ortiz ajudou a dar aos Estados Unidos a primeira derrota olímpica desde que os profissionais começaram a jogar. Naquela noite, o gigante de 2,08 metros mostrou que o coração pesa mais que qualquer medalha.
Ele representou a ilha em quatro Copas do Mundo e quatro Jogos Olímpicos. Em 2019, a Fiba o imortalizou em seu Hall da Fama.
A vida depois do tribunal
Nem tudo foi glória. Depois de pendurar o tênis, ele enfrentou problemas judiciais por porte de maconha em 2011. Mas como todo atleta que trabalhou duro, sabemos que os erros não apagam as vitórias nem o exemplo de resiliência que ele deixou em cada quadra.
Piculín nos ensinou que o tamanho não importa quando se tem coração de campeão. Hoje, Porto Rico está de luto pelo seu gigante.




