O cessar-fogo é para balas, não para bytes
Os grupos de hackers ligados ao Irão têm uma mensagem clara: a frágil cessação das hostilidades militares não se aplica a eles. Enquanto os diplomatas falam de paz, na sombra digital o confronto permanece vivo.
Um dos grupos mais visíveis, o Handala, deixou-o a preto e branco. Anunciaram uma pausa temporária nos ataques contra alvos dos EUA, mas manterão as suas operações contra Israel.
“Retomaremos as nossas ações contra Washington no momento apropriado”, alertou o grupo, sublinhando que a guerra cibernética não depende de acordos militares.
Duas semanas que são uma eternidade na internet
O cessar-fogo acordado por 14 dias já apresenta fissuras. Cada lado afirma ter vencido. E neste limbo, os analistas veem perigo: a pausa no combate pode dar tempo aos hackers para se reorganizarem.
Pior ainda, expandir o seu alcance para novos objectivos. Setores estratégicos nos Estados Unidos estão na mira.
Os alertas já estão ativados. As autoridades dos EUA relatam infiltrações em sistemas industriais críticos – controladores lógicos programáveis que operam portos, centrais eléctricas e redes de água.
É o pesadelo de qualquer especialista em cibersegurança: que um conflito geopolítico se infiltre nos sistemas que mantêm a vida quotidiana a funcionar. A trégua pode ter silenciado os canhões, mas os teclados ainda são armas.




