O retorno silencioso do vírus
Após quatro meses de calma, Yucatán acordou com um novo caso de COVID-19. O Boletim Epidemiológico do Ministério Federal da Saúde confirmou a primeira infecção de 2026: uma mulher infectada no final da primeira semana de maio.
Parece um déjà vu, não é? Há um ano, na mesma data, eram oito casos. Agora apenas um. Diminuiu, sim, mas o bug não desapareceu.
“O único caso em Yucatán se soma às sete infecções confirmadas no México durante esse período.”
Jalisco liderou a lista com três, seguido por Nuevo León, Estado do México, Hidalgo e Yucatán, com um cada.
O que os números não dizem
Em 2025, Yucatán acumulou 139 infecções por COVID, menos que as 280 de 2024. A nível nacional são 279 casos: 150 mulheres e 129 homens. Números que parecem controlados, mas tenha cuidado: a gripe sazonal está a atingir com mais força.
Entre novembro de 2025 e agora, 389 casos de gripe foram confirmados em Yucatán, 8,3% do total nacional. O subtipo predominante é o AH1N1, o mesmo que historicamente causa os sintomas mais agressivos.
Memória seletiva
Quando as autoridades anunciam “apenas um caso”, a tentação é relaxar. Mas lembremos: todo surto começou assim. E embora a COVID pareça estar em retirada, a gripe lembra-nos que os vírus não respeitam calendários nem promessas políticas.
A questão incómoda: estamos preparados para um ressurgimento ou estamos confiantes de que a série de zero casos durará para sempre?




