O caso do jovem KGM
O YouTube juntou-se ao Meta para recorrer de uma decisão judicial que descreve as redes sociais como viciantes e concebidas para fisgar menores sem considerar o seu bem-estar. Os advogados da plataforma de vídeo apresentaram sua notificação na segunda-feira no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, dias depois que Meta fez o mesmo.
O caso gira em torno de uma jovem de 20 anos, identificada apenas pelas iniciais KGM (Kaley), que afirma que ter se viciado em redes sociais desde a infância agravou seus problemas de saúde mental. O júri concluiu que tanto o YouTube (de propriedade do Google) quanto o Meta agiram de forma negligente e que este foi um fator substancial no dano.
A indenização concedida foi de US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos. O principal advogado do demandante, Mark Lanier, declarou após o recurso da Meta que espera que o tribunal de apelações “continue a aplicação cuidadosa da lei neste caso, mantendo o veredicto do tribunal de primeira instância”.
“Estas são moções padrão para que este caso avance”, disse o porta-voz do Google, José Castañeda, ao anunciar o recurso do YouTube.
Argumentos jurídicos e design da plataforma
Durante o teste de cinco semanas, o YouTube afirmou que não é uma rede social, mas sim uma plataforma de compartilhamento e streaming de vídeos. Tanto o Google quanto a Meta questionaram se os testes violaram as proteções da Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que protege empresas de tecnologia de conteúdo publicado por terceiros.
Em contraste, os advogados da jovem concentraram-se em características de design, como a reprodução automática, que, segundo eles, incentivam o uso prolongado e menos intencional.
O caso KGM não tem precedentes e o seu resultado poderá influenciar milhares de ações judiciais semelhantes contra empresas de tecnologia. TikTok e Snapchat, originalmente processados, fizeram um acordo fora do tribunal antes do julgamento. A juíza Carolyn B. Kuhl já havia negado os pedidos do Google e da Meta para um novo julgamento.




