Willie Colón e Celia Cruz, um sonho musical tornado realidade

A história de amizade e colaboração que definiu uma era da salsa, do Bronx para o mundo.

De um trombone de US$ 50 à glória com a Rainha

Sua avó Antonia Román investiu aquela pequena fortuna no Bronx. Ele acreditava que a música o salvaria das ruas difíceis. Willie Colón tinha talento, mas faltava palco.

Essa fase veio com um nome: Fania Records. A gravadora fundada por Johnny Pacheco e Jerry Masucci em 1964 tornou-se seu trampolim. Lá, o jovem Willie conheceu uma lenda já criada.

“Conhecer Celia foi um dos meus maiores sonhos”, confessou Colón anos depois.

Uma diva sem dramas

No programa ‘A história por trás do mito’, Willie pintou Celia Cruz como a antítese do clichê da diva. “Ele tinha uma ética profissional incrível, uma pessoa muito doce”, lembrou. Para ele, trabalhar com a voz de ‘A Vida é um Carnaval’ foi uma “grande conquista para mim”.

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Essa admiração mútua transformou-se em amizade e depois em pura colaboração artística. Em 1977 eles lançaram “Only They Could Have Made This Album”. Músicas como ‘Dos jueyes’ e ‘Kimbambara’ nasceram dessa química única.

Willie não tocava apenas trombone. Como produtor e compositor, ele trouxe consciência social para canções como “Latinos in the United States”. Juntos eles eram imparáveis. The Winners, seu próximo álbum, já é um clássico absoluto do gênero.

A conexão transcendeu os estúdios de gravação. Celia foi até madrinha quando Willie se casou com Julia em Cancún. Em pleno Festival Internacional do Caribe, dedicou uma homenagem especial à Rainha.

Seu último ato de lealdade foi talvez o mais emocionante. Quando Celia faleceu em 2003, Willie garantiu que Nova York entendesse sua magnitude. Ela explicou ao prefeito Bloomberg quem ela era e por que era importante.

Ele fechou as ruas e deu o seu nome a uma escola de música.

No final ele tentou visitá-la, mas Célia preferiu não ser vista assim. Um detalhe íntimo que fala de uma amizade verdadeira, além dos holofotes.

Em 21 de fevereiro, Willie Colón morreu aos 75 anos. O trombonista do Bronx cuja avó apostou nele está indo embora. O homem que tornou realidade o sonho de dividir o palco – e a vida – com uma Rainha.

Cecilia Tijerina ataca Pedro Sola por dizeres sobre cães

Atriz responde a Sola após comentários polêmicos sobre cachorros.

Cecilia Tijerina, conhecida por sua participação em La rosa de Guadalupe, respondeu duramente aos recentes comentários de Pedro Sola sobre cães. O motorista do Ventaneando indicou que não gostava de vê-los em locais públicos e sugeriu machucá-los.

A atriz lembrou no Facebook que Sola a descreveu como “meio louca” anos atrás, após uma entrevista. Agora, Tijerina se virou: “Prefiro ser ‘meio louca’ do que ser como você”.

“Não é normal ter tanto ódio por seres inocentes que só nos dão amor e querem machucá-los. E você concorda com ele e até te faz rir que ele esteja incitando as pessoas a cometerem um crime”, escreveu ele, em aparente referência a Pati Chapoy, que riu durante o comentário.

Reações nas redes

A publicação acumula quase 4 mil reações e dezenas de comentários. Usuários como Julianna Maldonado achavam que “os cachorros são melhores que eles”. Outra internauta, Patricia McClen, destacou que Sola “se desculpou e se retratou, mas acho que ele fez isso para que não o expulsassem”.

Até agora, nem Sola nem Chapoy emitiram uma resposta pública às declarações de Tijerina. A polêmica reacende o debate sobre o tratamento dispensado aos animais e a responsabilidade das figuras públicas em suas declarações.

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Galileia Montijo: o dia em que o filho lhe pediu para ir com o pai

A motorista revela a dor quando o filho pediu para morar com o pai.

A dor da ausência

Galilea Montijo recorda com tristeza o momento em que o filho Mateo, então com 11 anos, lhe pediu para viver com o pai. O motorista descreve isso como uma sensação de estar “falecido em vida”.

Ela e Fernando Reina se divorciaram em março de 2023, após onze anos de casamento. Desde então, mantêm uma relação cordial em prol do bem-estar do filho, hoje com 12 anos e a caminho de se tornar jogador de futebol profissional.

Mateo mora em Acapulco com o pai; Galileia, na Cidade do México. Embora se vejam com frequência, a ausência deles a afeta profundamente.

Confissões em “Redes Divinas”

No programa em que faz parte, Montijo confessou que não ouvir em casa faz com que se sinta “como um zombie”. Lembrou-se que quando Mateo o abordou, aos 12 anos, disse-lhe que queria ir com o pai. Ela implorou que ele não o fizesse, mas no final ele respeitou a decisão dela.

“As crianças são como ligas: você as larga um pouco e sente que elas se foram, mas a liga sempre volta”, refletiu.

A apresentadora também revelou que se sentiu julgada pela decisão do filho. No entanto, a terapeuta explicou que Mateo procurava acompanhar o pai, que mora sozinho com um dos filhos. “Sinto que Mateo se sentiu responsável por cuidar do pai”, disse ela.

“Para mim, o ninho vazio é terrível. Começou às 11”, acrescentou ela em meio às lágrimas. Ele disse que quando seu filho foi embora, sentiu como se estivesse perdendo a vida. “Eu estava andando como um zumbi”, confessou.

Galilea garante que, apesar da distância, o vínculo entre eles continua forte. “Ele sabe que tem a mãe 24 horas por dia, 7 dias por semana”, concluiu.

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Moana e Evil Dead, duas faces do verão nos cinemas

A Disney revive um clássico animado enquanto o terror retorna com uma entrega mais intensa.

Duas estreias para públicos opostos

A temporada de verão nos cinemas recebe duas propostas radicalmente diferentes: o retorno de Moana em versão live-action e o novo capítulo da saga Evil Dead. A primeira destina-se ao público familiar; a segunda, aos seguidores do terror mais extremo.

A nova jornada de Moana

Dez anos após sua estreia animada, a Disney revive Moana com um orçamento de 200 milhões de dólares. É dirigido por Thomas Kail e estrelado por Catherine Laga’aia, acompanhada por Dwayne Johnson como Maui, agora em forma física. O filme inclui uma música inédita de Lin-Manuel Miranda intitulada Ao longo do caminho. Johnson observou que o projeto homenageia a cultura do Pacífico e a memória de seu avô.

Evil Dead on Fire: terror desenfreado

No outro extremo, Evil Dead on Fire vem dirigido pelo francês Sébastien Vanicek e com Souheila Yacoub como protagonista. A história segue uma viúva que se refugia com os sogros em uma casa isolada, onde o caos demoníaco se instala. As primeiras críticas descrevem o filme como o filme mais intenso da franquia, com altas doses de violência explícita. Sam Raimi, criador original, participa como produtor.

Ambas as estreias procuram captar públicos muito diferentes, mas partilham o objetivo de marcar o verão no grande ecrã.

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