WhatsApp testará chats com usuários sem conta cadastrada

WhatsApp testa função para conversar com pessoas sem conta. Será temporário e terá limitações específicas.

O WhatsApp quer que você fale com quem não tem o aplicativo

A plataforma Meta está criando uma nova ferramenta chamada Guest Chats ou chats de convidados. A ideia é simples: gerar um link para iniciar uma conversa com alguém que nem tem o WhatsApp instalado.

“Os chats de convidados são semelhantes aos chats de terceiros, mas não exigem que os usuários baixem um aplicativo separado”, explica o site especializado WABetaInfo.

É assim que funcionaria (se chegar)

O usuário cadastrado gera um link seguro a partir do aplicativo e o envia por SMS ou qualquer outro meio. A pessoa que recebe clica e pode escolher: baixar o WhatsApp ou entrar diretamente como ‘convidado’ pela versão web.

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O bom: a conversa seria protegida com criptografia de ponta a ponta, assim como os bate-papos normais. O hóspede só precisa inserir um nome (ou pseudônimo) e aceitar os termos.

O não tão bom: É uma ferramenta pensada para o temporário. Tem uma data de validade e várias limitações importantes.

As regras do jogo (provisórias)

  • O bate-papo expira automaticamente após 10 dias de inatividade. Não é uma porta aberta para sempre.
  • O convidado NÃO: criará bate-papos em grupo, enviará adesivos, notas de voz, anexos (fotos, vídeos, documentos, GIFs) nem fará chamadas de voz ou vídeo.
  • Basicamente, é reduzido a texto simples. Uma funcionalidade muito básica para uma interação específica.

Quando chega?

Por enquanto, é apenas um experimento. Ele está sendo testado com um grupo muito pequeno de usuários beta em iOS e Android. Não há data oficial de lançamento. Como normalmente acontece com esses betas, a função pode mudar, melhorar ou até mesmo nunca ver a luz do dia.

Se finalmente for lançado, poderá ser útil para contactos específicos com empresas, serviços ou pessoas com quem não pretende trocar números de telefone. Um intermediário leve. Mas, por definição, não se destina a substituir a experiência completa de ter uma conta.

Internet via satélite, a aposta para acabar com a exclusão digital no México

A geografia mexicana limita a implantação de fibra, mas os satélites de órbita baixa estão a emergir como uma alternativa.

Internet via satélite como solução para a exclusão digital no México

Montanhas, selvas e desertos fazem do México um dos países com orografia mais complexa da América Latina. Levar fibra ótica a comunidades isoladas implica um investimento difícil de recuperar com poucos utilizadores. Como resultado, um em cada cinco agregados familiares ainda não tem acesso à Internet ou recebe serviços de má qualidade.

Diante desse cenário, a internet via satélite de órbita baixa (LEO) surge como uma alternativa estratégica. “A implantação de infraestrutura física no México é cara devido à geografia. Em muitos casos, a internet via satélite representa a opção mais viável para conectar áreas onde a fibra não alcançará no curto prazo”, explica Ernesto Piedras, diretor do CIU. Empresas como a Starlink, com mais de 10,3 mil satélites ativos, já operam no país. Desde maio de 2021, obteve concessão e fechou 2024 com 160.631 assinaturas, tornando o México seu segundo mercado latino-americano, atrás apenas do Brasil. A Starlink assinou contratos com a CFE Telecomunicaciones de até 1.556 milhões de pesos para conectar comunidades remotas.

No entanto, o custo continua a ser uma barreira. Enquanto um plano de fibra óptica custa em média 544 pesos por mês, a internet via satélite custa a partir de 899 pesos, mais equipamentos e instalação. “Comercialmente ainda não é tão viável porque ainda é mais caro e exige a compra de uma antena cujo preço continua elevado”, afirma Fernando Esquivel, do The CIU. O serviço faz sentido económico quando é partilhado entre comunidades ou empresas e com o apoio de políticas públicas.

Os especialistas concordam que esta tecnologia não substituirá a fibra óptica, mas sim complementá-la. “Os serviços terrestres são mais rápidos e têm menor latência. A comunicação via satélite atinge áreas que a internet fixa não alcançaria”, afirma Hugo Simg, da MediaTek. A implantação também requer regulamentação e coordenação entre governos e empresas. A corrida para ligar o México já não é travada apenas no subsolo, mas a partir do espaço, onde uma nova geração de satélites promete reduzir a exclusão digital que mantém milhões de pessoas fora do mundo digital.

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Bancos se preparam para controles faciais biométricos em outubro

Os bancos afirmam estar prontos para a biometria facial nas agências desde outubro.

As principais instituições bancárias do país afirmam estar preparadas para a nova regulamentação sobre controlos biométricos faciais na abertura de contas, que entrará em vigor no próximo mês de Outubro.

O que os bancos declararam?

Marcos Ramírez, diretor geral do Grupo Financiero Banorte, destacou que a instituição tem avançado no reforço da identificação e segurança de seus usuários. “Estamos dentro do prazo e da forma com tudo o que está estabelecido na lei e um pouco à frente, com os limites prudenciais da lei”, indicou.

Estas medidas reforçarão o controlo sobre a identificação do cliente. Desde 2018, por regulamentação, a biometria de impressão digital já é exigida para abertura de contas.

Detalhes da implementação

No dia 1 de julho, a Comissão Nacional Bancária e de Valores Mobiliários (CNBV) incorporou a biometria facial no regulamento da banca múltipla na identificação e autenticação de clientes. As instituições que optarem por este mecanismo deverão cumprir requisitos técnicos, operacionais e de segurança.

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IA detecta câncer de mama com 90% de precisão

Um modelo autônomo analisa termografias e classifica tecidos sem intervenção humana.

Um modelo de inteligência artificial desenvolvido por Raúl Castro Ortega, pesquisador da Universidade Politécnica de Tulancingo, consegue identificar o câncer de mama com uma precisão de 90%. Os resultados foram apresentados durante o Congresso Internacional SPIE Photonics Europe 2026, em Estrasburgo, França.

Como funciona o sistema

O sistema utiliza redes neurais convolucionais com mecanismos de atenção para analisar termografias mamárias. Diferentemente dos métodos tradicionais, o modelo aprende de forma autônoma os padrões dos tecidos saudáveis ​​e doentes, sem que um especialista defina previamente as características das imagens. Isso reduz o tempo de processamento e melhora a consistência dos resultados.

O estudo, intitulado “Análise de termografia mamária usando redes neurais convolucionais com mecanismos de atenção”, usa um algoritmo baseado na equação de difusão de calor. Esta abordagem concentra a análise nas regiões de interesse do termograma e classifica tecidos com altos níveis de sensibilidade e especificidade.

Impacto na detecção precoce

A precisão alcançada representa um avanço significativo para a detecção precoce do cancro da mama, o que pode melhorar as taxas de sobrevivência e facilitar o tratamento atempado. A pesquisadora destacou que o sistema não substitui o especialista, mas funciona como ferramenta de apoio para diagnósticos mais rápidos e consistentes.

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