Viggiano expõe a crise da violência de gênero e a falta de orçamento

O legislador revela dados brutos sobre feminicídios, disparidade salarial e gravidez na adolescência e critica a falta de recursos para enfrentar a emergência.

Análise de uma crise nacional: os dados por trás da violência contra as mulheres no México

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A senadora Carolina Viggiano Áustria, representante do Partido Revolucionário Institucional (PRI), fez uma declaração que funciona como um diagnóstico estrutural da condição da mulher no país. A sua afirmação central é contundente: ser mulher no México implica enfrentar riscos sistémicos que são incompatíveis com os padrões de uma nação que aspira à modernidade e ao pleno Estado de direito. Esta afirmação não é retórica, mas baseia-se num conjunto de indicadores oficiais que, em conjunto, delineiam uma emergência humanitária de dimensões epidémicas.

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Os dados que a legisladora apresenta são o cerne do seu argumento. A estatística de dez feminicídios por dia, com uma taxa de impunidade de cerca de 90%, não só reflecte uma falha no sistema de justiça criminal, mas também uma normalização social da violência extrema. Este panorama agrava-se quando se considera que 70% da população feminina já sofreu algum tipo de agressão ao longo da vida, percentagem que mostra a prevalência e profundidade do fenómeno. Ao mesmo tempo, a desigualdade económica estrutural manifesta-se no facto de mais de 40% das mulheres receberem um salário inferior ao de um homem numa posição equivalente, perpetuando ciclos de dependência e vulnerabilidade.

Propostas e obstáculos à igualdade substantiva

Diante deste cenário, Viggiano Áustria exige que o governo federal, liderado pelo partido Morena, implemente políticas públicas concretas visando a igualdade substantiva. Esse conceito vai além da paridade numérica nos cargos públicos; Procura transformar as condições materiais e sociais para que os direitos reconhecidos na lei sejam exercidos na prática. As suas propostas centram-se em áreas preventivas e de formação: educação sexual integral, planeamento familiar, prevenção do abuso sexual e programas especializados para meninas, meninos e adolescentes. O senador alerta justamente que a paridade sem substância se transforma em mera simulação política, um risco acentuado por um centralismo que estrangula os recursos dos governos locais, impedindo-os de agir eficazmente contra a violência e a desigualdade.

A análise do legislador identifica claramente o principal gargalo: a vontade orçamental. Ele observa que nenhum plano ou discurso se materializará sem uma dotação financeira específica e uma direção política clara. Neste ponto, a sua crítica torna-se específica: ela documenta cortes nos abrigos para mulheres vítimas, atrasos nas regras de funcionamento do programa e reduções nos orçamentos do Estado destinados a enfrentar a violência extrema. Da mesma forma, destaca um déficit crítico de pessoal especializado em saúde sexual e reprodutiva na rede pública, carência que tem consequências diretas e mensuráveis.

A saúde pública como eixo da justiça

Um facto ilustra dramaticamente a intersecção entre a falta de educação, saúde e oportunidades: o México regista anualmente mais de 300 mil gravidezes adolescentes, uma das taxas mais elevadas da América Latina. Viggiano Austria insiste que a saúde e os direitos reprodutivos não devem ser sequestrados por debates ideológicos, pois é fundamentalmente uma questão de justiça social e de saúde pública. A sua posição é firme ao enfatizar a obrigação do Estado de garantir informação verdadeira, cuidados médicos de qualidade e pleno respeito pela dignidade e autonomia de todas as mulheres. Em conclusão, a sua intervenção articula um apelo à passagem da verificação estatística para uma acção orçamental e política coordenada, sublinhando que a crise descrita não permite mais atrasos ou respostas simbólicas.

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Guarda Nacional: 125 mil elementos e diminuição de homicídios

Sheinbaum liderou o sétimo aniversário da Guarda Nacional com números de destacamentos e resultados.

Em Huehuetoca, Estado do México, a presidente Claudia Sheinbaum liderou a cerimônia do sétimo aniversário da Guarda Nacional, criada em 2019.

Sheinbaum informou que a corporação conta com 125 mil elementos desdobrados em 53 coordenações e 590 quartéis construídos pelo Exército. Ele destacou que os homicídios dolosos diminuíram 46% desde outubro de 2024, como parte da Estratégia de Segurança Nacional.

Números operacionais

O Comandante Guillermo Briseño Lobera explicou que no atual mandato de seis anos foram detidas 45 mil pessoas por crimes, apreendidas 23 mil armas de fogo, apreendidas mais de 213 toneladas de drogas e desmantelados dois mil laboratórios clandestinos.

Anunciou que Sedena está a promover um plano para atingir 170.000 soldados e 886 instalações até ao final do mandato de seis anos.

O presidente entregou condecorações ao pessoal destacado em segurança, treinamento e confiscos, com especial reconhecimento aos elementos da zona arqueológica de Teotihuacan pelo seu desempenho em abril passado.

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Mãe de vítima da Creche do ABC exige justiça da FGR

A mãe da vítima nega que o caso esteja encerrado e exige que a FGR retome as investigações.

Juanita Luna, mãe de uma das vítimas da Creche ABC, respondeu às declarações da presidente Claudia Sheinbaum. Esclareceu que o processo judicial nunca foi encerrado e exigiu que a Procuradoria-Geral da República (FGR) continuasse as investigações.

A recente resolução do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN) não ordenou a reabertura do caso, disse Luna. O que decidiu é que os crimes cometidos contra menores são imprescritíveis. Portanto, os responsáveis ​​pelo homicídio culposo ainda precisam ser processados.

Gabriel Alvarado Serrano, representante legal do coletivo Manos Unidas por Nuestros Niño, explicou que este critério judicial fortalece a demanda por justiça. Isso marca um precedente histórico para as crianças mexicanas, observou ele.

Agora cabe à FGR acelerar os atuais processos de investigação, alertou o advogado. Se surgirem novas provas, outros funcionários públicos que não foram originalmente incluídos poderão ser chamados a prestar contas, independentemente do tempo decorrido.

Durante a sua conferência matinal, a Presidente Sheinbaum afirmou que o Ministério Público deve chegar às últimas consequências neste caso. Ele prometeu fornecer todas as informações exigidas pelo IMSS.

Sheinbaum também destacou que o modelo de creche substituta implementado durante o mandato de seis anos de Felipe Calderón foi marcado por corrupção, nepotismo e graves deficiências de segurança. Estas falhas levaram à tragédia que ceifou a vida de 49 menores em 2009.

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Eles buscam contratar professores substitutos durante greves em Oaxaca

A iniciativa de Morena busca garantir a continuidade educacional durante as greves docentes em Oaxaca.

Proposta morenoísta em resposta às greves de professores

A representante local de Morena, María Eulalia Velasco Ramírez, apresentou uma iniciativa para reformar a Lei Educacional de Oaxaca. Seu objetivo: obrigar o governo estadual a contratar professores substitutos durante as greves docentes.

O legislador procura dar continuidade ao serviço educativo. Para tal, propõe mecanismos de resposta imediata em caso de eventual suspensão das atividades letivas. A proposta agora permanece nas mãos do Congresso local.

A realidade dos protestos no estado

Todos os anos, a Secção 22 do SNTE realiza greves escalonadas como parte da sua estratégia de pressão sindical. Em 2024, os protestos duraram um mês e afetaram principalmente escolas do ensino básico. Não é o único sindicato: também há greves recorrentes na Universidade Autônoma de Oaxaca “Benito Juárez” (UABJO) e em outros campi de ensino médio.

Velasco Ramírez —mãe da secretária de Turismo, Saymi Pineda— afirma que sua iniciativa protege o direito à educação sob o princípio do melhor interesse das crianças. Segundo o representante, os estudantes mais vulneráveis ​​são os que mais sofrem com as suspensões.

Medidas que o IEEPO autorizaria

A reforma habilita o Instituto Estadual de Educação Pública de Oaxaca (IEEPO) a tomar medidas administrativas, acadêmicas e extraordinárias quando o serviço for interrompido por ausência injustificada de docentes. Entre as ações permitidas estão: designar imediatamente pessoal substituto, viabilizar locais alternativos de atendimento presencial em unidades próximas ou implementar estratégias acadêmicas para evitar a perda do ano letivo.

A iniciativa enfatiza a justiça social para comunidades rurais, indígenas ou áreas sem acesso à Internet. Nestes casos, a autoridade educativa deve sempre priorizar a modalidade presencial para garantir a aprendizagem.

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