Vice-almirante desafia seu processo devido ao huachicol fiscal

Um comandante naval de alto escalão recorre à justiça para tentar reverter a sua acusação por liderar uma rede de contrabando de hidrocarbonetos a partir da alfândega.

Um almirante, alguns tubos e muitas perguntas incômodas

Parece que a vida imita o cinema, mas numa versão burocrática e com um roteiro tão emaranhado que nem o melhor escritor de suspense o teria assinado. No centro deste absurdo está o vice-almirante Manuel Roberto Farías Laguna, um homem cujo currículo, aparentemente, incluía não só a defesa das costas nacionais, mas também um mestrado em logística de contrabando de combustíveis. Quem disse que os militares não são multifacetados?

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Acontece que este ilustre membro da Marinha Mexicana esteve ligado a um processo na primeira semana de setembro de 2025, acusado de ser um dos líderes de uma rede huachicol fiscal que operava a partir, surpresa, da alfândega marítima do país. Porque que lugar melhor para esconder um crime relacionado com hidrocarbonetos do que nas instalações designadas para controlar o que entra e sai? É quase poético em seu absurdo.

A jogada legal: quando Amparo é o ás na manga

Diante da incômoda situação de enfrentar um julgamento por crime organizado, nosso vice-almirante não ficou de braços cruzados. Com a elegância que só um bom contato familiar pode proporcionar – ele é, caso alguém duvide, sobrinho do ex-secretário da Marinha, José Rafael Ojeda Durán –, decidiu que a melhor defesa é um bom ataque… de papéis. Apresentou um pedido de proteção à juíza Raquel Ivette Duarte Cedillo.

Com esta medida, o alto comando não só contesta a decisão do juiz Mario Martínez Elizondo, mas também nos dá uma masterclass sobre como o sistema jurídico pode se tornar um labirinto onde resoluções são debatidas em audiências com nomes cada vez mais complexos. O juiz, em ato que equilibra a prudência com o dever, admitiu a pretensão e determinou a abertura do incidente suspensivo. Basicamente, ele lhe disse: “Eu ouço você, mas não prometo nada”. Uma suspensão da suspensão, porque no mundo do direito às vezes é preciso suspender as coisas para ver se outras estão suspensas. Ficou claro?

Enquanto isso, o vice-almirante Farías Laguna continua desfrutando das instalações do presídio Altiplano, aquele exclusivo centro de alojamento de segurança máxima que parece ser o destino preferido da elite político-criminosa do país. Bastante detalhe que o juiz marcou a audiência incidental para 15 de outubro, dando ao nosso protagonista mais algumas semanas para contemplar as paredes de sua cela e refletir sobre as voláteis oportunidades de negócios no setor de energia.

A resolução judicial, repleta de citações de artigos e parágrafos, é tão clara quanto um manual de instruções escrito em língua extraterrestre. Mas a mensagem subjacente é gloriosamente simples: o processo continua, mas com um novo e excitante capítulo de apelos. Porque, afinal, o que seria da justiça sem um pouco de drama jurídico e procedimentos intermináveis?

A trama, é claro, vai além do nosso amigo almirante. Ele e outros nove marinheiros e funcionários da Alfândega foram acusados ​​de formar este clube de entusiastas do tráfico de combustíveis em portos como Tampico, Altamira, Guaymas e Ensenada. Uma operação que, sem dúvida, exigiu uma coordenação exemplar, exatamente o tipo de eficiência que se esperaria de seus servidores, mas aplicada de uma forma… digamos, *alternativa*.

É quase comovente ver como a rede huachicol conseguiu integrar diferentes ramos do serviço público em um objetivo comum. Um verdadeiro exemplo de trabalho em equipa, embora, infelizmente, para fins que o Ministério Público considera ligeiramente ilegais. Tudo isto leva-nos a perguntar-nos, retoricamente, claro: em que momento é que a defesa nacional se tornou um negócio paralelo de compra e venda de hidrocarbonetos? Talvez a resposta esteja nos mesmos labirintos jurídicos que o réu procura agora explorar.

Enquanto o juiz Duarte Cedillo analisa os argumentos e o vice-almirante aguarda a sua próxima audiência, o público só pode maravilhar-se com este espectáculo de contradições: uniformes que simbolizam a honra manchada por acusações de crime organizado, e um sistema de justiça que, com toda a sua parafernália legal, por vezes parece um jogo de xadrez onde as peças se movem em câmara lenta. Uma situação tão absurda que só pode ser real.

Será que o vice-almirante conseguirá obter uma proteção que lhe abra as portas da liberdade ou seu destino será tornar-se o morador mais ilustre do Altiplano? O tempo e os tribunais dirão. Enquanto isso, esta história serve como um lembrete pungente de que a realidade muitas vezes supera a ficção mais selvagem.

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Alta demanda por Olínia; Sheinbaum busca parceiros para produzi-lo

Sheinbaum relata alta demanda por Olinia; Procuram parceiros privados para fabricar o carro elétrico.

Olinia avança para produção com investimento misto

A presidente Claudia Sheinbaum confirmou que o veículo elétrico Olinia, promovido pelo governo federal, desperta grande interesse dos governos estaduais e dos cidadãos. Depois de passar pela fase de design, o projeto entra agora na fase de fabricação.

Sheinbaum explicou que o objetivo é uma aliança público-privada: não só o Estado mexicano, mas também empresas automotivas com experiência em distribuição e fabricação. “O objetivo é que haja um investimento misto”, afirmou.

“Já passamos da fase de projeto e agora estamos na fase de produção. O objetivo é que haja um investimento misto, que não seja apenas um veículo produzido pelo Estado mexicano, mas que haja também investimento de algumas outras empresas que já têm a facilidade, por exemplo, de ter agências de distribuição em diferentes locais e que já fabricam alguns veículos.”

O presidente anunciou que será lançada uma espécie de concurso para selecionar o parceiro certo. Além disso, serão feitos os ajustes regulatórios necessários tanto para o Olinia quanto para outros miniveículos elétricos. “E sim, há muita procura. Não só dos governos, mas também das pessoas que gostaram do veículo”, indicou.

O projeto Olinia busca oferecer uma opção de mobilidade sustentável e acessível. A combinação de investimentos públicos e privados visa acelerar a sua produção e distribuição no país.

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Debandada em comemoração no México: dois mortos

Duas pessoas morreram asfixiadas durante a debandada no Anjo da Independência após a vitória do México contra o Equador.

O caos estourou quando centenas de torcedores avançaram simultaneamente em direção à área do banheiro, enquanto outros tentavam sair do Anjo da Independência. O saldo: dois mortos e vários feridos.

Jesús Góngora, testemunha e trabalhador do banheiro portátil, contou o que aconteceu:

“Havia aproximadamente 200 pessoas, todas umas em cima das outras, todas umas em cima das outras! E o resto da multidão continuava pisando nelas.”

A debandada durou cerca de 40 minutos. Góngora ouviu gritos de crianças e mulheres pedindo ajuda. Uma jovem e um homem foram levados para um hospital, onde foi relatada a sua morte posterior.

“Desde que o México venceu, as pessoas enlouqueceram… eles se lançaram com tudo em direção aos banheiros e, como resultado, esmagaram as pessoas, houve muitos feridos.”

Segundo a testemunha, os primeiros paramédicos chegaram 45 minutos após o incidente. Por volta das 10h30 da noite, centenas de pessoas queriam sair do Anjo enquanto outras tentavam entrar, criando tumultos na rua Río Tíber. Na altura do rio Volga, foram registrados empurrões. Comerciantes e torcedores formaram uma corrente humana para conter a multidão.

O incidente destaca a falta de medidas de controle em reuniões de massa. As autoridades ainda não emitiram um relatório oficial detalhado.

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Claudia Sheinbaum: T-MEC não acaba, só se revisa

O presidente descartou o fim do tratado e explicou o processo de revisão anual.

Sheinbaum tira dúvidas sobre o T-MEC

A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o acordo comercial com os Estados Unidos e o Canadá continua em vigor. A revisão planejada não implica seu encerramento, disse ele.

“O México tem feito tudo da sua parte, sempre com os limites óbvios para garantir o desenvolvimento do nosso país, dos empregos e das empresas; sempre sem abrir mão de coisas que não podemos abrir mão, desde a soberania até outras medidas.”

Se os Estados Unidos não manifestarem por escrito a intenção de prorrogar o USMCA por mais 16 anos, o acordo continuará pelos próximos dez anos. Inicia-se então um processo de revisão anual.

Sheinbaum lembrou que Washington já impôs tarifas sobre veículos, aço e alumínio além do tratado. Ele considerou viável buscar melhores condições na revisão.

Ele ressaltou que os três países podem competir melhor se trabalharem juntos. O tratado beneficia a população americana porque reduz os preços, e o México porque gera empregos. Também melhora o acesso aos bens nas três nações.

“Amanhã o secretário da Economia vem falar sobre o que foi discutido hoje. Não é que o tratado vá acabar, longe disso.”

A reunião virtual desta quinta-feira inclui o secretário Marcelo Ebrard, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, e o ministro canadense do Comércio, Dominic LeBlanc.

Detalhes do processo

O T-MEC foi assinado há seis anos. A lei estipula a sua conclusão após 16 anos de vigência, ou seja, em 2036. Estabelece também uma revisão conjunta no sexto aniversário, onde as partes confirmam por escrito se pretendem prolongar mais 16 anos. Caso contrário, são realizadas revisões anuais.

“Hoje não é o prazo final. Se a carta não for enviada pelos EUA, o tratado é mantido por 10 anos, apenas com revisão anual. Em cinco meses ou três anos as partes podem decidir prorrogá-lo.”

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