Venezuela retira 346 milhões de dólares do FMI para reconstruir La Guaira

A Venezuela acessa 346 milhões de dólares do FMI para reconstrução após terremotos.

Fundos próprios para a emergência

A vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que o país obteve acesso a 346 milhões de dólares de recursos próprios no Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo: assistir à recuperação após os terremotos de 24 de junho.

Os recursos provêm da tranche de reserva. Não se trata de um novo empréstimo, mas sim de recursos que já pertenciam ao Estado venezuelano. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, confirmou a medida e explicou que trabalharam com contrapartes-chave “para ajudar a Venezuela a aceder aos seus próprios recursos no Fundo para Necessidades Humanitárias Urgentes”.

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Apoio às famílias e reconstrução

Rodríguez explicou que o dinheiro será utilizado para habitação, infraestrutura e serviços públicos essenciais para as famílias afetadas. “Isso permitirá que as famílias afetadas sejam apoiadas em habitação, infraestruturas, serviços públicos essenciais, entre outros requisitos”, escreveu nas suas redes sociais.

O acesso a estes recursos surgiu depois de o FMI e a Venezuela terem retomado as relações em abril de 2026, após sete anos de suspensão. No início de julho, a porta-voz da organização, Julie Kozack, já havia anunciado que havia negociações para descongelar os fundos.

Segundo dados do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, os terramotos deixaram milhares de vítimas, entre mortos, feridos e famílias desalojadas. A área mais devastada foi La Guaira, na costa central, cerca de 30 quilómetros a norte de Caracas.

O governo venezuelano afirmou que estes recursos fortalecerão a resposta imediata e contribuirão para a reconstrução das áreas impactadas. A tranche de reserva do FMI funciona como liquidez imediata, sem condicionalidades associadas a programas de financiamento.

Acusações contra 11 pessoas por contrabando de migrantes com 7 mortos no Texas

Onze pessoas enfrentam acusações nos EUA por contrabando de migrantes. Sete morreram em um contêiner no Texas.

O Ministério Público Federal dos Estados Unidos apresentou acusações contra 11 pessoas pela sua alegada participação numa rede de contrabando de migrantes. O caso está ligado à morte de sete pessoas que viajavam escondidas num contentor ferroviário no Texas.

As vítimas, originárias de Honduras e do México, morreram em maio devido às altas temperaturas enquanto eram transportadas para o interior do país.

Detalhes da tragédia

Segundo as autoridades, o grupo embarcou em um trem na cidade fronteiriça de Del Río com destino a San Antonio. Os contrabandistas abandonaram o contentor depois de um dos migrantes ter caído ao abrir a porta.

No dia seguinte, um funcionário da Union Pacific descobriu os corpos de seis pessoas dentro do contêiner em um pátio ferroviário de Laredo. Uma sétima vítima foi deixada próxima aos trilhos.

A investigação apurou que o contêiner permanecia totalmente lacrado, sem ventilação ou sistema de refrigeração. Isso fez com que os migrantes sofressem insolação. Entre os falecidos estava um adolescente de 14 anos.

A promotoria detalhou que uma das vítimas conseguiu se comunicar com seus familiares enquanto morria dentro do contêiner.

Ações da autoridade

Os 11 arguidos enfrentam acusações de conspiração para transportar estrangeiros e facilitar a sua transferência, resultando em morte. Crimes que podem levar à prisão perpétua.

Nove dos supostos autores já foram presos em diversas operações realizadas no Texas. Dois continuam foragidos. As autoridades relataram que os envolvidos incluem cidadãos dos EUA e residentes permanentes.

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Espanha declara emergência nacional devido a incêndios florestais

Espanha declara emergência nacional devido a incêndios. 20 mil evacuados no país e 60 mil em França.

Emergência nacional em Espanha devido a incêndios florestais

O governo de Espanha ativou esta sexta-feira a declaração de emergência nacional devido à magnitude dos incêndios florestais. As chamas obrigaram à evacuação de cerca de 20 mil pessoas, principalmente em localidades próximas de Madrid.

A crise atinge também o sul de França. Mais de 60 mil habitantes tiveram que deixar suas casas devido ao avanço do incêndio.

Pedro Sánchez, presidente do governo espanhol, descreveu a situação como “dramática” e manifestou a sua solidariedade às famílias afetadas.

A declaração de emergência permite ao Ministério do Interior coordenar os esforços de resposta em diferentes comunidades autónomas. Prevê-se que nas próximas horas sejam reforçados os recursos aéreos e terrestres para conter os incêndios.

As autoridades recomendam que a população se mantenha informada e siga as instruções de evacuação. Até agora nenhuma morte foi relatada, embora os danos materiais sejam significativos.

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Ataques de drones ucranianos deixam nove mortos na Rússia

A Ucrânia ataca centros logísticos do maior retalhista russo, deixando pelo menos nove mortos e dezenas de feridos.

Ataques de drones contra centros logísticos

Os ataques de drones lançados pela Ucrânia contra vários centros de distribuição da Wildberries, o maior retalhista online da Rússia, causaram grandes incêndios. Pelo menos nove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Os incêndios afectaram uma parte significativa da infra-estrutura comercial do país.

Wildberries, fundada em 2004 pela empresária Tatyana Kim, é a principal plataforma de comércio eletrônico da Rússia. Possui mais de 200 centros logísticos e concentra mais de 50% dos pedidos online do país. A empresa também opera na Bielorrússia, no Cazaquistão e na Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014, e trabalha com centenas de milhares de vendedores.

Estas ofensivas fazem parte da estratégia de Kiev para enfraquecer a economia russa e dificultar o esforço de guerra do Kremlin. Os danos ainda estão sendo avaliados, mas deverão ter repercussões na economia local. A magnitude do impacto na infra-estrutura comercial russa é significativa.

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