As redes sociais tornaram-se uma ferramenta fundamental na busca de pessoas desaparecidas após os dois terremotos que abalaram a Venezuela na noite de quarta-feira. Dada a falta de informação oficial e falhas de comunicação, as famílias dentro e fora do país têm recorrido às plataformas digitais para divulgar fotos, dados e alertas.
Terremotos e emergências
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, deixaram centenas de mortos e milhares de feridos, além de danos generalizados em regiões como La Guaira e áreas próximas a Caracas. As autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que os esforços de resgate continuam através dos escombros.
Crise de desinformação
Registos online independentes relatam dezenas de milhares de pessoas desaparecidas, um número muito superior às contagens oficiais. Famílias de venezuelanos que vivem no estrangeiro partilham a incerteza de não conseguirem contactar os seus entes queridos devido à interrupção dos serviços básicos e à conectividade limitada.
Organizações internacionais, incluindo a missão de direitos humanos da ONU na Venezuela, apelaram à restauração do acesso às redes sociais e às plataformas de mensagens. Ressaltam que a informação oportuna é crucial em desastres, pois pode facilitar resgates e a localização de pessoas.
Enquanto isso, milhares de migrantes venezuelanos em países como México, Espanha, Chile e Brasil vivem a angústia de não saberem a situação dos seus familiares. A distância transformou a tragédia numa espera incerta, onde a única ferramenta disponível é a constante divulgação de mensagens nas redes na esperança de obter uma resposta.




