A ligação que ninguém pediu para ver
O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, e a ministra canadense, Anita Anand, se envolveram em um telefonema. Oficialmente, para dar seguimento ao Plano de Acção bilateral. O momento? Semanas após o diálogo Sheinbaum-Carney. Coincidência ou cortina de fumaça.
Sobre o que diabos eles conversaram?
De acordo com o SRE, eles analisaram o “progresso” do Plano de Acção México-Canadá. Também a missão comercial mexicana em território canadense. Parece bom, mas é sempre o mesmo: promessas de fortalecer os laços económicos.
Anita Anand destacou nas redes sociais que ambos os governos buscam promover o comércio, o investimento e a cooperação regional tendo em vista o evento internacional.
Ah, e a Copa do Mundo de 2026. Claro, porque nada une mais do que uma partida de futebol. México, EUA e Canadá como sedes compartilhadas. E os conflitos reais? Ninguém os menciona.
A missão comercial: negócios ou passeio?
Sheinbaum, em sua manhã, vangloriou-se do fortalecimento bilateral desde a chegada de Mark Carney. Destacou-se a visita de Marcelo Ebrard ao Canadá. O presidente garantiu que há interesse mútuo das empresas. Interesse mútuo… desde que não abordem questões espinhosas como tarifas ou disputas trabalhistas.
O elefante na sala: USMCA
O presidente também destacou a importância do acordo comercial trilateral. Claro, porque sem esse enquadramento, a América do Norte seria um caos. Mas ninguém pergunta: e as violações do acordo? Ameaças dos EUA? Silêncio mortal.
No final, outra ligação, outra promessa, outra declaração. A diplomacia ainda é aquela arte onde todos sorriem e ninguém diz nada.




