A uruguaia Celeste enfrenta um cenário crítico. Depois de empatar em 2 a 2 com Cabo Verde, em Miami, o time de Marcelo Bielsa está encostado na parede. Para avançar para as oitavas de final, precisa de uma vitória sobre a Espanha, em Guadalajara.
Um retorno que não foi suficiente
O Uruguai começou perdendo com um gol de falta de Kevin Pina, o primeiro da história de Cabo Verde em uma Copa do Mundo. Reagiu com gols de Maxi Araújo e Agustín Cannobio, e saiu para o intervalo na frente no placar.
Mas, na segunda parte, um erro defensivo – má entrada do guarda-redes Fernando Muslera e confusão com Sebastián Cáceres – permitiu a Hélio Varela empatar aos 61 minutos. O resultado deixou um gosto amargo.
“O segundo gol é o que é: um chute ruim, você chega atrasado, tenta se afogar…”, admitiu Muslera, que aos 40 anos disputa sua quinta Copa do Mundo. O erro trouxe de volta memórias da Rússia 2018, quando ele falhou contra Griezmann.
A frustração se refletiu nas declarações dos jogadores. Araújo disse que seu gol “não adianta”. Cannobio pediu “para colocar o peito nas balas e seguir em frente”. Nicolás de la Cruz foi mais direto:
“Você tem que comer merda agora.”
Olhando para a Espanha
Marcelo Bielsa assumiu a responsabilidade: “Eu sou o responsável”. Ele explicou que o Uruguai abriu mão do destaque quando teve que manter a pressão. Agora, o jogo contra a Espanha – o mais exigente do grupo – é uma final.
O técnico confirmou que Ronald Araújo e Giorgian de Arrascaeta estão afastados por lesão. A questão é se Muslera continuará no gol.
O Uruguai precisa de uma vitória para não repetir a eliminação na fase de grupos que sofreu no Catar 2022. A partida será disputada em Guadalajara, com a pressão de um país inteiro.




