Que maneira de sofrer para vencer!
O Chivas voltou ao caminho da vitória, mas o fez com o coração na garganta. No Tapatío Clássico, o Rebanho precisava de um “anjo caído do céu” – e seu nome era literalmente Anjo – para somar os três pontos.
Tudo começou mal. Um erro incrível de Raúl Rangel deu o primeiro gol ao Atlas. Paulo Ramírez não perdoou o presente e colocou o time rubro-negro na frente.
“Ele finalizou com um chute de pé esquerdo inalcançável para o goleiro da Seleção Mexicana”, descreveram em campo.
Aquele gol contra acordou o Chivas. Gabriel Milito mandou seu time para frente, que gerou e gerou… mas a bola não quis entrar. Até chegar Armando González.
La “Hormiga” aproveitou uma saída forçada de Roberto Alvarado, rematado de longe, e com um desvio de sorte, conseguiu o empate. Finalmente!
Mas aí vem a reviravolta dramática. O próprio González, herói do momento, teve a oportunidade de colocar o Chivas na frente desde onze passos. Fracassado. Camilo Vargas defendeu o pênalti.
De herói a vilão em segundos. Essas coisas só acontecem nos clássicos.
Quando tudo parecia destinado ao empate, apareceu ele: Ángel Sepúlveda. Com a frieza que vem da experiência, “Sepu” não falhou na cobrança de pênalti aos 83 minutos.
Ao contrário do companheiro, ele conseguiu enganar Vargas. Grande gol e vitória.
Uma vitória importante
Além dos três pontos – que os mantêm em terceiro – esta é uma grande vitória emocionante para Milito e seu grupo. Ganhar um clássico como esse, sofrer, voltar e definir no final, forja o caráter.
Não foi bonito, mas foi eficaz. Na luta pelo topo da tabela, estes três pontos têm sabor de glória.




