O mapa dos cancelamentos
O que seria um grande retorno se transformou em um desastre. Em menos de um mês, a turnê europeia de Kanye West foi recheada de lacunas: cancelamentos, vetos e datas no ar.
O primeiro golpe veio do Reino Unido. No início de abril, as autoridades não só duvidaram do seu show no Wireless Festival, como também lhe negaram a entrada no país. O motivo era claro: suas declarações anteriores.
As razões, explicaram as autoridades: as declarações anti-semitas que tornaram West famoso durante anos.
A França seguiu o exemplo. Kanye teve que adiar seu show em Marselha depois que o Ministro do Interior considerou proibi-lo. A Polónia também aderiu, chamando a digressão de “inaceitável” e cancelando o espectáculo no Estádio Śląski.
Quem quer arcar com os custos?
O episódio mais recente foi na Suíça. O clube FC Basel fez uma “avaliação interna” e decidiu cortar relações com o concerto agendado em St. Seu argumento: o artista “não se alinha com seus valores”.
Nem tudo está perdido… tecnicamente. As datas na Índia, Turquia, Holanda, Itália, Espanha e Portugal ainda se mantêm. Mas a pergunta de um milhão de dólares é: até quando?
Porque agora a sua digressão já não depende dele, nem dos seus seguidores, nem das vendas. Depende de quem está disposto a assumir o custo político e social de deixá-lo agir.
Enquanto isso, Kanye tenta controlar os danos. No início de 2026, ele publicou uma carta assumindo a responsabilidade por suas palavras, mas atribuindo-as a um “transtorno bipolar mal administrado”. Após o veto britânico, ele disse que queria se reunir com a comunidade judaica para dialogar e mostrar mudanças.
Até agora, esse pedido ficou sem resposta. O silêncio fala mais alto que qualquer pedido de desculpas.




