Maio confirma tendência de queda
Cuba recebeu apenas 30.800 turistas estrangeiros em maio, segundo o Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI). O número representa uma queda anual de 41,6% e uma ligeira recuperação em relação a abril.
Nos primeiros cinco meses do ano chegaram 359.491 visitantes internacionais, menos 505.706 que no mesmo período de 2025. O Canadá continua a ser o principal mercado emissor, com 126.239 turistas. Seguem-se os emigrantes cubanos (60.874) e os viajantes provenientes dos Estados Unidos (25.572).
Rússia, México, Argentina e China também apresentam quedas acentuadas. Países europeus como Itália, Portugal e Alemanha saíram do top 10. Espanha e França contribuíram apenas com 8.106 e 7.525 visitantes, respetivamente.
A queda tem sido constante: de 184.833 turistas em janeiro, caiu para 77.663 em fevereiro e 35.561 em março.
Fatores que agravam a crise
A partir de junho, a situação vai piorar com a saída das empresas hoteleiras estrangeiras que operavam ao lado da Gaviota, do conglomerado GAESA. Dezenas de instalações ficarão fora de serviço. A taxa de ocupação hoteleira no primeiro trimestre de 2026 caiu para 12,9%, muito abaixo dos 23,7% do ano anterior.
Além disso, a maioria das companhias aéreas internacionais cancelaram voos devido à grave escassez de combustível, na sequência do fim dos embarques provenientes da Venezuela e do México, e face às ameaças de sanções por parte de Washington.
Em 2025, Cuba recebeu pouco mais de 1,8 milhões de visitantes estrangeiros, longe dos 2,6 milhões projetados. Em 2024 chegaram 2,2 milhões e em 2023, 2,4 milhões. Os números reflectem uma deterioração sustentada do sector, atingido pela falta de combustíveis, pela saída de empresas internacionais e pela menor procura global.




