Tijuana, ainda procurando o Leão Queer em Veneza

Humberto Busto traz a Veneza um filme que aborda a discriminação etária na comunidade LGBT.

Humberto Busto retorna a Veneza com um drama sobre idade e diversidade

Há 25 anos, Humberto Busto estreou nas telonas com Amores Perros. Ele interpretou o amigo do protagonista, que morreu no choque que abriu o filme.

Hoje, o ator — conhecido por séries como O Segredo do Rio e Ninguém vai sentir nossa falta— se prepara para o Festival Internacional de Cinema de Veneza. Lá ele apresentará Tijuana, still, filme que produz e protagoniza.

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Do que se trata? Segue um homem prestes a completar 50 anos. Sua vida se passa entre um coral gay e um lava-rápido. Forçado a sair de casa, ele recorre a um aplicativo para encontros sexuais entre homens. É assim que ele conhece uma russa esquisita que mora em um albergue.

O filme está concorrendo ao Queer Lion Award, premiação que reconhece temas LGBT. No ano passado a produção nacional On the Road venceu.

“Conheci o diretor há mais de dois anos, no festival de Guanajuato e vi que tínhamos muitas coisas em comum. Há uma preocupação de como os direitos, com as ondas conservadoras, foram embora; outra é como parece que depois dos 35 anos você deixa de ter valor, começa a haver discriminação porque há uma preponderância do culto à juventude e isso é algo que se manifesta em muitos filmes LGBT. Aí começamos a misturar as coisas para o filme”, diz Busto.

O filme foi desenvolvido no Biennale College Cinema, laboratório de formação da competição que apoia longas-metragens de baixo orçamento. Durante a Mostra terá apresentações e, embora não possa concorrer ao prêmio máximo, poderá concorrer ao Leão Queer.

Busto destaca que é o resultado de vários anos de trabalho com sua empresa Fosfo Producciones, criada com Guz Guevara. O objetivo: “devolver o controle da narrativa às pessoas da diversidade, ampliar o espectro de temas”.

Depois de Veneza, Tijuana ainda buscará mais festivais. Já tem distribuidor (Colmena) e será aplicado em recursos públicos.

O elenco inclui Miry Rodríguez, Dilan Rvera, Elliot Roy Rensky e Jorge Domínguez Cerdá.

Kaylee Hottle, atriz de ‘Godzilla vs. Kong’, aos 18 anos

'Godzilla vs.' atriz morre aos 18 anos em acidente em Maryland.

Adeus Kaylee Hottle

Ketsi Hottle se despediu da filha Kaylee, atriz conhecida por seu papel em “Godzilla vs. Kong”, com uma foto em frente ao mar. Ambos aparecem sorrindo. A jovem morreu aos 18 anos em um acidente de carro em Maryland, nos Estados Unidos.

No Instagram, a mãe publicou a imagem e um vídeo de quase quatro minutos. Nele, ele se comunica com os seguidores por meio da linguagem de sinais americana (ASL), sem conseguir conter as lágrimas.

“Foi um privilégio ser sua mãe”, escreveu ela ao lado da publicação.

Campanha de apoio

Pessoas próximas a Kaylee iniciaram uma campanha GoFundMe para cobrir despesas funerárias, refeições e outras necessidades urgentes.

“Em tempos como este, mesmo pequenos gestos de apoio podem fazer uma grande diferença… Sua generosidade ajudará a aliviar alguns dos fardos e permitirá que você se concentre em honrar a memória de Kaylee”, diz a página.

O que aconteceu?

O pai da jovem, que interpretou Jia em “Godzilla vs. Kong” e “Godzilla x Kong: O Novo Império”, confirmou a notícia por meio de um vídeo no Facebook.

“Estou pegando um voo que nunca gostaria de pegar”, escreveu ele, explicando que estava viajando do Texas para Maryland para reivindicar o corpo de sua filha na terça-feira, 21 de julho.

Segundo relatos, Kaylee estava viajando com outros dois companheiros. O carro saiu da estrada e caiu em uma vala. As autoridades indicaram que a velocidade excessiva foi um fator contribuinte, após bater em um bueiro.

Kaylee foi levada para um hospital, onde sua morte foi confirmada. O motorista de 19 anos não sofreu ferimentos graves. O terceiro acompanhante recusou atendimento médico.

O acidente continua sob investigação pelo condado de Frederick.

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Bellakath não estará na nova temporada do reality show

O produtor revela que a cantora foi cogitada, mas nenhum acordo foi alcançado.

Bellakath fora da realidade

Embora circulem rumores sobre sua participação, a cantora Bellakath não fará parte da nova temporada de “A Casa dos Famosos México”. A produtora Rosa María Noguerón confirmou que o intérprete de “Gatita” foi considerado, mas as negociações não se concretizaram.

“Com Bellakath não conseguimos fechar; porém, ela é uma personalidade que nos interessa muito. É uma das cantoras mais importantes do gênero urbano. É uma mulher muito talentosa”, declarou Noguerón durante a coletiva de imprensa do programa.

O anúncio ocorre após Bellakath publicar uma mensagem nas redes sociais que muitos interpretaram como uma pista para sua entrada no reality show: “Não pague pelo ViX até ano que vem, hehehe”. A nova temporada estreará no dia 26 de julho no Las Estrellas e terá transmissão contínua pela plataforma ViX.

Até o momento, nem a cantora nem sua equipe emitiram declarações oficiais sobre o fim das negociações. A produção do reality segue finalizando detalhes para o início da programação.

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O legado de cinco novelas 15 anos após sua estreia

Emperatriz, Cielo Rojo e outras produções que ainda são lembradas 15 anos depois de seu lançamento.

Muito antes de o streaming dominar a tela, as novelas eram o grande ritual noturno para milhões de mexicanos. Neste 2026, cinco dessas produções comemorarão 15 anos de sua estreia. Alguns foram sucessos de audiência; outros ousaram quebrar o molde. Aqui uma revisão.

Emperatriz (TV Azteca, 2011) marcou o retorno de Gabriela Spanic à televisão mexicana. A história de uma mulher que, após ser enganada e separada da filha, volta para recuperar o que perdeu. O elenco incluiu Sergio Bustamante, Adriana Louvier e Niurka Marcos.

Cielo Rojo, também de 2011, foi a aposta da Televisa com Edith González e Mauricio Islas. Narrou o amor de Alma e Andrés, separados pela prisão e perdas familiares. Com o passar dos anos, ganhou fama por um final alternativo que nunca foi transmitido e capítulos inéditos.

O sexo mais fraco (CadenaTres, 2011) quebrou os moldes. Produzido pela Argos, mostrava uma família de homens machistas que, ao serem abandonados pelas mulheres, precisam repensar suas crenças. Com Itatí Cantoral, Raúl Méndez e Mauricio Ochmann.

A Força do Destino (Televisa) levou David Zepeda e Sandra Echeverría a Sonora em uma história de justiça e reencontro. Destaca-se por ser o último projeto de Pedro Armendáriz Jr., falecido meses após o término das gravações.

Bem-vindo à realidade (CadenaTres) escolheu um tom jovem, mas realista. Retratava alunos de uma escola exclusiva do CDMX enfrentando bullying, vícios, transtornos alimentares e violência familiar. Com Irene Azuela, Sofía Sisniega e Christian Vázquez.

Essas novelas não apenas marcaram uma época: mostraram que o melodrama poderia ser adaptado às questões atuais, antes mesmo que as plataformas redefinissem o entretenimento.

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