Tabasco disputa pódio de homicídios e ninguém comemora

Os números oficiais não batem certo, mas a realidade nas ruas pinta um quadro ainda mais sombrio.

Tabasco, o “paraíso” onde os homicídios são tão frequentes quanto o calor

Ah, Tabasco, aquela terra de mangue, pozole e… registros de homicídios? Isso mesmo, queridos leitores. O estado decidiu que ficar em segundo lugar no ranking nacional de homicídios (superado apenas por Sonora, porque é claro que é preciso deixar espaço para a humildade) era uma conquista que merecia um esforço extra. E cara, eles conseguiram: cinco crimes em um único sábado. Será que o calor causa mais do que suor?

Os números oficiais versus a dura realidade (spoiler: ambos são deprimentes)

Segundo o SESNSP, aquela organização que parece contar as mortes como se fossem pontos de um jogo macabro, Tabasco acumulou 9 homicídios em um fim de semana. Mas, surpresa!, os cidadãos, aqueles intrometidos que se atrevem a publicar fotos das vítimas nas suas redes sociais, insistem que foram 13. Em quem acreditar? Ao governo ou aos testes gráficos? Decisão difícil, como escolher entre picante e mais picante.

RelacionadoSheinbaum apresenta redução nos homicídios em seu primeiro ano

E se isso não bastasse, a segunda-feira amanheceu com mais dois executados, um deles decapitado (porque detalhes grotescos são a nossa praia). O cenário? Em frente a um centro social e a um mercado. Nada como um pouco de violência matinal para acompanhar o seu café.

“Mas não se preocupe”, diz ninguém, “isso é apenas uma maré ruim.” Claro, como quando você diz que comer três tacos seguidos foi um “excesso pontual”. Enquanto isso, Tabasco continua subindo posições naquela tabela de homicídios que ninguém quer liderar, mas todos parecem determinados a vencer.

Morais? Se visitar Tabasco, desfrute da sua gastronomia… mas talvez evite caminhar à noite. Ou antes do amanhecer. Ou em geral.

Você está tão indignado quanto nós? Compartilhe esta nota e vamos tornar viral a absurda normalização da violência. E se quiser mais doses de realidade com sarcasmo, explore nosso conteúdo relacionado. Spoiler: não há como melhorar.

Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

Continuar lendo

Sheinbaum pede preservação do milho nativo para a soberania nacional

Sheinbaum destaca que o milho nativo é fundamental para a soberania alimentar e a identidade nacional.

A presidente Claudia Sheinbaum Pardo reafirmou que os governos da Quarta Transformação defendem a soberania nacional em todas as áreas. Durante um encontro com agricultores em Pijijiapan, Chiapas, ele destacou a importância do milho nativo como pilar da identidade e autossuficiência mexicana.

Defesa da soberania através do milho nativo

Sheinbaum apresentou o programa “Milho é a Raiz”, cujo objetivo é melhorar as condições dos produtores e reduzir a dependência de sementes controladas por grandes corporações.

“Conservar o milho nativo também significa defender a soberania”, afirmou.

O presidente alertou sobre os riscos das sementes híbridas:

“Se continuarmos com o milho híbrido puro, as pessoas dependerão da compra de sementes e quem venderá as sementes serão algumas empresas.”

Salientou que preservar as variedades autóctones é essencial para evitar esta dependência económica.

“Se não tivéssemos milho nativo, perderíamos boa parte da soberania alimentar, do que somos como mexicanos”, disse ele.

Além disso, estendeu a defesa da soberania aos campos energético, cultural e alimentar. Ela garantiu que a Quarta Transformação a impulsiona “de todas as maneiras possíveis”.

O programa busca fortalecer os pequenos agricultores e conservar a diversidade genética do milho, elemento central na dieta e na cultura do país.

Continuar lendo

México envia equipe de resgate à Venezuela após terremotos

25 especialistas e 5 pares de cães viajam para apoiar os esforços de busca na Venezuela.

Solidariedade em ação

Após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados na Venezuela em 24 de junho, que deixaram 1.430 mortos e 3.328 feridos, o México reforçou o seu apoio humanitário. O Ministério das Relações Exteriores (SRE) coordenou o envio de uma missão de resgate com a Cruz Vermelha Mexicana e a companhia aérea Volaris.

“Esta tarde partiu para a Venezuela uma equipa de apoio composta por 25 especialistas da Unidade de Busca e Resgate Urbano (USAR) da Cruz Vermelha e da Brigada Internacional de Resgate de Cancún (USAR BRIC), bem como um elemento de brigada da Azteca Topos”, indicou a agência.

Equipamento e logística

A missão inclui cinco pares de cães e 3,5 toneladas de equipamentos especializados para tarefas de busca e resgate nos escombros. A remessa foi transportada em um voo da Volaris.

“Com isto, o México reafirma a sua solidariedade e compromisso com o povo venezuelano nestes tempos difíceis”, afirmou o SRE num comunicado. O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, lidera a coordenação desta ajuda.

Continuar lendo