A natureza está cobrando seu preço na África do Sul (e ninguém está surpreso)
Ah, a frente fria extrema, aquele hóspede indesejado que chega sem avisar, traz presentinhos como chuvas torrenciais, neve onde não deveria e, claro, o clássico “drama humano” que a Mãe Natureza tanto ama. Desta vez, o cenário escolhido foi a província do Cabo Oriental, na África do Sul, onde pelo menos 49 pessoas perderam a vida. E quem nos dá o relatório oficial? Nada menos que as autoridades, aquelas entidades que sempre têm tudo sob controle… até que não o fazem.
O ônibus escolar e outras tragédias evitáveis (mas não evitadas)
Entre as vítimas estão seis estudantes do ensino médio que, em vez de se preocuparem com as provas, acabaram sendo arrastados pelas águas quando seu ônibus escolar decidiu se transformar em um submarino improvisado. Como se não bastasse, faltam outros quatro adolescentes, pois o que seria de uma tragédia sem aquele toque de incerteza que mantém todos em suspense? O primeiro-ministro Oscar Mabuyane, com aquela calma que só os políticos têm diante das câmaras, alertou que o número de mortos continuará a aumentar: “Enquanto falamos aqui, outros corpos estão a ser descobertos.” Que consolo.
Caso alguém pensasse que se tratava de um problema localizado, as inundações também afetaram a província vizinha de KwaZulu-Natal. Porque porquê contentar-se com uma catástrofe quando podemos ter duas? As equipes de emergência estão “ligadas”, o que provavelmente significa que estão correndo tentando fazer algo útil enquanto a água continua subindo. E como cereja no topo do bolo, os cortes de energia deixaram centenas de milhares de casas às escuras, porque nada diz “desastre natural” como ficar sem eletricidade e sem sinal de telemóvel.
No Cabo Oriental, as imagens são dignas de um filme apocalíptico: casas submersas, carros flutuando como se fossem brinquedos em uma banheira e, claro, aquela sensação de desamparo que só vem ao ver como tudo que você construiu desaparece em questão de horas. Mas não se preocupe, as autoridades estão cientes… ou é o que dizem.
O que vem a seguir? Uma praga de sapos? Bem, com o quão imprevisível o clima se tornou, não vamos desafiar o destino. Entretanto, a África do Sul tenta recuperar de um golpe que, como sempre, afecta aqueles que têm menos e mais.
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