Um ponto de ouro e uma luta ardente
Nikola Vasilj foi o herói novamente. O goleiro bósnio, ainda com o eco do feito pela seleção, se levantou contra os palitos neste domingo. Seu St. Pauli empatou em 1 a 1 com o Unión Berlin em uma partida de pura sobrevivência.
“Vasilj enfrentou oito chutes e brilhou com uma defesa dupla espetacular”, destacam as crônicas, embora ele próprio tenha causado o perigo ao perder uma bola.
O golo dos visitantes surgiu cedo, num remate de longa distância de Mathias Pereira Lage que foi puro remate. Mas depois disso, a equipe recuou. Ainda duraram os últimos três minutos com dez homens, após a expulsão do capitão Jackson Irvine.
A mesa se move e há uma história no limite
Esse único ponto para St. Pauli foi um golpe para o Wolfsburg. A equipa que está na Bundesliga desde 1997 está a apenas quatro pontos da segurança… mas olhando directamente para o abismo da despromoção histórica.
A derrota de sábado frente ao Leverkusen (6-3) deixou-os abalados. Agora, ocupa uma das duas posições de rebaixamento direto. O St. Pauli, por sua vez, ocupa o décimo sexto lugar, o que lhe dá direito à promoção.
Enquanto isso, em Colônia houve outra partida com sabor de resgate. Sob o comando do seu novo treinador interino, René Wagner, recuperou de uma desvantagem de 2-0 frente ao Eintracht Frankfurt para terminar em 2-2.
Foi Alessio Castro-Montes, recém-saído do banco, quem empurrou a bola para a rede para dar um ponto vital ao seu time. Um resultado que permite manter uma vantagem de dois pontos sobre o St. Pauli nesta corrida contra o tempo.
No final das contas, a Bundesliga nos deixou uma lição clara: aqui ninguém desiste. Cada bola perdida dói, cada ponto salvo tem gosto de glória. A temporada decide-se nestes detalhes, nestes heroísmos entre os postes e nestes golos nos minutos finais.
A luta pela permanência na elite está mais viva do que nunca.




