A Procuradoria Geral de Morelos cumpriu um mandado de prisão contra Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Petróleos Mexicanos (Pemex), pelo crime de violência familiar. A prisão foi feita às 17h32. terça-feira na prefeitura de Benito Juárez, no bairro Narvarte, em frente a um café.
Elementos da Polícia Ministerial de Investigação da Cidade do México colaboraram com as autoridades de Morelos na operação. Segundo o Registro Nacional de Detenções, Rodríguez Padilla tem 1,78 metros de altura, pele e cabelos brancos; Ele estava vestindo uma camisa branca e calça social.
O caso que levou à prisão
A prisão responde a uma denúncia apresentada por María Felicia Jiménez Lavie, esposa do ex-funcionário. No final de junho, ela divulgou nas redes sociais vídeos que mostravam o ex-diretor a agredindo em sua casa em Emiliano Zapata, Morelos. Depois que as imagens viralizaram, a presidente Claudia Sheinbaum declarou que não protegeria ninguém e pediu a aplicação de todo o peso da lei.
Jiménez Lavie apresentou formalmente a denúncia em 29 de junho à Promotoria de Investigação de Crimes de Violência Familiar da Cidade do México. Ela explicou que foi tratada “como outra cidadã”. A vítima acusou ataques físicos e psicológicos durante o casamento.
Medidas de proteção e avanço da pesquisa
O procurador-geral de Morelos, Fernando Blumenkron Escobar, informou que o Ministério Público especializado do Centro de Justiça da Mulher emitiu medidas de proteção a favor de Jiménez Lavie. Eles serão ativados quando a vítima exigir. A Secretaria da Mulher do governo federal acompanha o caso.
Blumenkron confirmou que a pasta da investigação começou de ofício no dia 26 de junho. “O processo da investigação continua integrado. O processo não parou e continuaremos garantindo justiça à vítima”, frisou. A Promotoria de Morelos colabora com a Secretaria da Mulher e a Promotoria da capital.
Entre os procedimentos pendentes está localizar o endereço onde ocorreu o ataque, para realizar trabalhos periciais de acordo com as imagens divulgadas. Rodríguez Padilla será transferido para Morelos para atestado médico e apresentação perante o juiz que emitiu o mandado de prisão.