Sem Alcaraz no circuito, Sinner consolida-se como o rival a bater.
Amigo, há dias em que até as estrelas parecem pesadas. Mas para Jannik Sinner, número um, esses dias quase não existem.
Com Carlos Alcaraz afastado devido a uma lesão no pulso, o italiano está de pé. E cara, isso acontece. 23 vitórias consecutivas e um título em Madrid que o torna o primeiro jogador a vencer cinco Masters 1000 consecutivos. Não é coincidência, é puro trabalho.
“É muito estável. Não tem crises. Não tem fases em que caia”, disse Alexander Zverev, número três do mundo, depois de cair na final de domingo. “É por isso que ele é o número um do mundo.”
Zverev sabe disso muito bem: perdeu nove consecutivas contra Sinner. E ele não é o único que sente essa lacuna.
O que vem a seguir? O Aberto da Itália em casa.
Sinner chega a Roma, o único Mestre que lhe falta. E com o moral às alturas. No ano passado perdeu a final frente ao Alcaraz, mas agora o panorama é outro. Ninguém parece capaz de impedir isso.
“Jogar em casa é sempre muito especial”, disse Sinner. “Fisicamente estou bem. Não há razão para não jogar em Roma.”
E atenção: contra os compatriotas italianos, o registo deles é perfeito: 18-0. Assim, o troféu do Foro Italico, não conquistado por um italiano desde Adriano Panatta, há 50 anos, está mais próximo do que nunca.
Roland Garros, o grande gol
Sinner já sabe o que é estar perto: no ano passado desperdiçou três match points frente ao Alcaraz na final. Mas agora, com seu jogo mais sólido e sem o espanhol em quadra, ele é o grande favorito.
“Ele ainda não atingiu todo o seu potencial”, disse Simone Vagnozzi, seu treinador. “E isso é fundamental, porque quando você sente que já atingiu o seu máximo, é difícil encontrar motivação.”
No circuito feminino, mais incerteza
Enquanto Sinner domina, as meninas têm uma visão mais aberta. Aryna Sabalenka, a número um, caiu em Madrid depois de desperdiçar seis match points. Iga Swiatek, tetracampeã de Roland Garros, desistiu devido a doença. E a ucraniana Marta Kostyuk levou o troféu.
Assim, enquanto Sinner continua a sua marcha imparável, tudo pode acontecer na WTA. Mas uma coisa é certa: no ATP quem manda é ele.




