Sheinbaum sobre encontro com mães buscadas: ‘Se elas pedem, nós valorizamos’

A presidente diz estar disposta a se reunir com grupos de mães buscadoras, mas esclarece que ainda não há solicitação formal de encontro direto.

Oferta pendente de Sheinbaum para mães em busca

A presidente Claudia Sheinbaum lançou um desafio ao ar nesta terça-feira. Ele disse que seu governo reconhece o trabalho de grupos de mães que procuram seus entes queridos desaparecidos. E ela garantiu que estaria disposta a sentar-se com eles… mas apenas se a convidassem formalmente.

“Até agora não nos pediram uma reunião adicional. Trabalhamos a cada 15 dias, toda semana, há reuniões, e se eles solicitassem uma reunião com o Presidente, nós consideraríamos isso,”

ele expressou durante sua conferência no Palácio Nacional.

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A mensagem é clara: a porta está aberta, mas ninguém pediu para cruzar a soleira. Sheinbaum explicou que já existem reuniões periódicas entre autoridades e familiares. Por isso, diz ela, não foi cogitada uma reunião extraordinária com ela no comando.

O delicado equilíbrio político

Aí vem o movimento estratégico. A presidente ressaltou que seu governo busca igualdade de tratamento com todos os grupos. Ele não quer gerar diferenças ou privilégios.

“Não seria um privilégio receber um sim e outro não”,

afirmou ele, traçando uma linha tênue entre a atenção necessária e o favoritismo político.

Por trás dessas palavras há um cálculo preciso. Hospedar um único grupo poderia fraturar a já frágil estrutura do movimento de busca e inflamar rivalidades internas. Sheinbaum prefere contato direto, mas discreto, durante suas viagens, muitas vezes em particular, por respeito à dor familiar.

O mistério de Rancho Izaguirre e os jovens recrutados

Em relação ao caso que mantém o país em suspense – o Rancho Izaguirre onde foram encontradas roupas e provas – o Presidente foi cauteloso. Disse que há avanços, mas que será o Ministério Público quem reportará quando tiver mais elementos.

Ele revelou que há uma pessoa detida supostamente ligada ao trabalho de recrutamento. Mas insistiu que as autoridades não podem dar detalhes que coloquem em risco a investigação.

A outra questão espinhosa são os jovens que aparecem como detidos após um alegado recrutamento forçado por grupos criminosos. Sheinbaum foi claro: cada caso deve ser analisado individualmente.

“É o juiz quem finalmente determina se a pessoa é culpada ou não com base nas circunstâncias em que o crime ocorreu,”

disse ele, deixando claro que seu governo não interferirá nas decisões judiciais.

A promessa final: apoio psicológico e institucional às vítimas através das comissões correspondentes. Um gesto necessário, mas que para muitas famílias continua a ser insuficiente face ao desaparecimento de um ente querido.

A cortina está aberta. As mães agora têm a palavra – e o pedido formal – para decidir se sobem ao palco principal ou mantêm as reuniões nos bastidores.

Alerta dos EUA para segurança no México x Inglaterra na Copa do Mundo de 2026

Embaixada dos Estados Unidos emite aviso aos seus cidadãos para o jogo de domingo.

A Embaixada dos Estados Unidos no México emitiu um alerta de segurança dirigido aos seus cidadãos no país, por ocasião da partida entre México e Inglaterra, no domingo, 5 de julho, no Estádio da Cidade do México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

A representação diplomática, chefiada pelo embaixador Ronald Johnson, alertou que durante o torneio têm havido grandes aglomerações em estádios, Fan Fests e espaços públicos, o que tem causado incidentes nas recentes celebrações na capital.

Recomendações da Embaixada

Na sua mensagem, a embaixada recomendou precauções extremas em eventos de massa. Ele ressaltou que as aglomerações para assistir a jogos e comemorações têm causado ferimentos e até mortes, por isso pediu para ficar atento ao meio ambiente e evitar situações de risco.

O alerta também incluiu alertas sobre possíveis mobilizações e manifestações durante o evento. Ele indicou que a participação em atividades políticas poderia levar a prisões de imigração ou sanções sob a lei mexicana.

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Em junho, México atinge o menor número de homicídios desde 2007

Junho fechou com média diária de 40 homicídios, o menor registro em 19 anos.

Durante o mês de junho, o México registrou uma média de 40 homicídios intencionais por dia, o valor mensal mais baixo desde 2007, segundo dados preliminares do governo federal. Embora no início e no final do mês houvesse dias com mais de 50 casos, a tendência geral foi decrescente face ao mesmo período de 2025.

O impacto da Copa do Mundo

O declínio coincidiu com o início da Copa do Mundo de Futebol de 2026. No dia da inauguração no México, apenas 30 homicídios foram registrados. Ao longo do mês, os números oscilaram, mas permaneceram abaixo da média histórica.

Entidades com maior incidência

Guanajuato liderou a lista de homicídios com 124 vítimas. Em contrapartida, os estados anfitriões da Copa do Mundo relataram reduções: Nuevo León somou 30, Jalisco 51 e Cidade do México 59, todos abaixo dos números de junho de 2025.

Estratégia e desafios

As autoridades federais atribuem a redução à estratégia de segurança da presidente Claudia Sheinbaum, que inclui ações coordenadas contra o crime organizado e maior presença policial. Contudo, organizações civis apontam que persistem problemas no registro de outros crimes, como desaparecimentos e feminicídios.

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México: 178 jornalistas assassinados em 26 anos, a maioria em Veracruz

178 jornalistas privados de suas vidas desde 2000. Veracruz está no topo da lista.

Violência contra a imprensa no México

Desde 2000, 178 jornalistas e comunicadores foram privados de suas vidas no México, segundo dados da organização Artigo 19. O caso mais recente é o de Roxana Berenice Guzmán Ramírez, encontrada morta mais de um mês após seu desaparecimento em Veracruz.

Veracruz é a entidade mais violenta para a imprensa com 34 vítimas mortais, seguida por Guerrero com 19. Chihuahua, Oaxaca e Tamaulipas registam 15 cada. Do total, 165 eram homens e 13 mulheres.

O mandato de seis anos mais letal foi o de Felipe Calderón (2006-2012) com 48 homicídios. Seguem-se os governos de Enrique Peña Nieto e Andrés Manuel López Obrador, com 47 cada. Em contrapartida, sete estados não reportaram vítimas mortais no mesmo período: Aguascalientes, Campeche, Colima, Hidalgo, Querétaro, Tlaxcala e Yucatán.

O Artigo 19 apela às autoridades para que garantam a justiça e reforcem os mecanismos de protecção. A impunidade continua a ser um factor-chave que agrava a violência contra a imprensa no México.

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