A soberania nacional no centro da controvérsia
As tensões diplomáticas entre o México e os Estados Unidos reacenderam-se após a divulgação de fragmentos das memórias do ex-embaixador Ken Salazar. No texto, Salazar afirma que o ex-Presidente Andrés Manuel López Obrador manifestou preocupação com a captura de Ismael “El Mayo” Zambada em circunstâncias não esclarecidas.
A presidente Claudia Sheinbaum respondeu nesta segunda-feira. Observou que a preocupação de López Obrador não girava em torno de possíveis declarações do líder criminoso. A verdadeira preocupação era a possível intervenção de agências norte-americanas em território mexicano durante a detenção. Sheinbaum descreveu a questão como uma questão de soberania nacional.
Sheinbaum lembrou que a relação bilateral já havia entrado em uma “pausa” durante o mandato anterior de seis anos. Essa pausa deveu-se a divergências com a embaixada dos EUA e às críticas sobre reformas internas. O presidente reiterou que a cooperação em segurança deve basear-se na coordenação e no respeito mútuo.
O livro, intituladoFronteiras. Minha Luta por um Estados Unidos Inclusivos também descreve a deterioração da relação diplomática no final do governo de López Obrador. Salazar sustenta que a prisão de “El Mayo” poderá ser o resultado de negociações entre facções do crime organizado e autoridades norte-americanas. Esta versão continua a gerar controvérsia política em ambos os países.




