A odisséia épica de projetos que (espero) não permanecem promessas
Ah, Zacatecas, aquele canto do México onde hoje a presidente Claudia Sheinbaum decidiu distribuir abraços, tijolos e… feijão? Sim, porque em sua viagem de trabalho a presidente não só inaugurou o Hospital Regional de Guadalupe (que beneficiará 300 mil pessoas, ou pelo menos aquelas que conseguirem agendamento), mas também anunciou 20 mil habitações sociais e um plano de autossuficiência de feijão. Porque nada une mais um país do que um bom prato de legumes cozidos demais a 27 pesos o quilo.
O cardápio do dia: cimento, camas hospitalares e sementes mágicas
Entre os sucessos notáveis: o hospital terá 42 mil m² (o suficiente para se perder procurando o banheiro), 216 leitos (um para cada 1.389 potenciais pacientes) e até um acelerador linear (para quando os diagnósticos exigirem velocidade cósmica). Enquanto isso, o programa Habitação para o Bem-Estar promete construir 20 mil casas, embora ninguém tenha especificado se incluirão telhados. Prioridades? Os justos.
E não poderia faltar o feijão, aquela mercadoria estratégica que Zacatecas produzirá como se fosse petróleo. Com um investimento em sementes melhoradas e numa unidade de produção (que esperamos que não acabe como tantas outras: abandonada e cheia de teias de aranha), o governo garante que haverá auto-suficiência. Claro, porque se há uma coisa que o México precisa é de independência… leguminosas.
O melhor? Sheinbaum lembrou que a Quarta Transformação restaurou o orgulho nacional. “Somos muitas pessoas”, disse ele, enquanto algumas autoridades calculavam quantas dessas casas acabariam nas mãos de parentes de políticos.
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