“Sinaloa pode contar com o presidente”
Claudia Sheinbaum deixou isso claro nesta sexta-feira em Mazatlán. Dados os recentes atos de violência no estado, o presidente emitiu um cheque em branco à solidariedade federal. “Sinaloa pode contar com o presidente e o governo do México”, declarou.
Um clássico. A frase de rigor depois da realidade sai do controle. O interessante é sempre o que vem depois do gesto.
A receita de sempre: mais escolas, zero impunidade
Na sua conferência matinal, reconheceu o trabalho das instituições de segurança, embora tenha admitido “dificuldades”. Em seguida, ele implantou o menu habitual de sua estratégia: abordar as causas.
“Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que nenhum jovem de Sinaloa ou do país tenha que se aproximar de um grupo criminoso”
A promessa parece boa. Fica lindo no suporte. O diabo, como sempre, está nos detalhes… e na memória.
Mencionou programas como o Jóvenes Transformando México e a construção de mais escolas de ensino médio, voltadas para adolescentes entre 15 e 17 anos. A fórmula é conhecida: preencha o seu tempo livre com atividades positivas. Nada de novo sob o sol asteca.
Falou em imunidade zero e no fortalecimento dos Ministérios Públicos e da FGR. Ele ainda elogiou o trabalho de Ernestina Godoy à frente deste último. Uma piscadela institucional necessária.
Mas não podemos deixar de nos perguntar: quantas vezes já ouvimos esta mesma sinfonia? Os instrumentos são os mesmos, os regentes mudam, mas a música… aquela sensação de déjà vu é avassaladora. O verdadeiro teste não está nas palavras ditas diante de um microfone, mas no silêncio que se seguirá nas ruas.




