Sheinbaum põe limite aos EUA: soberania não se negocia

Sheinbaum alerta: sem provas claras, é interferência política.

O presidente contra-ataca

Claudia Sheinbaum deixou claro nesta quinta-feira que o México não é quintal de ninguém. O motivo: os Estados Unidos solicitaram a extradição de 10 mexicanos, incluindo o governador de Sinaloa, um senador e o prefeito de Culiacán.

O processo teve início no dia 28 de abril, quando o Itamaraty recebeu os pedidos de prisão provisória. No dia seguinte, tudo foi entregue à Procuradoria-Geral da República para análise.

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Mas aí vem a parte interessante: em 29 de abril, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou as acusações à mídia. Chance? O Itamaraty já manifestou surpresa com a quebra de sigilo.

Sheinbaum foi cirúrgico: se o FGR encontrar provas convincentes, serão tomadas medidas sob jurisdição nacional. Mas se não houver provas claras, trata-se de puro objectivo político. “Sob nenhuma razão vamos permitir a interferência de um governo estrangeiro”, afirmou.

Agora a bola está do lado do FGR. Eles decidirão se há provas suficientes para emitir mandados de prisão. Entretanto, a mensagem do Palácio Nacional é clara: a soberania não se negocia, mesmo que venha com o selo de Washington.

Deputado do PRI propõe ampliar licença paternidade para 15 dias

Iniciativa busca equalizar os direitos dos pais e promover a corresponsabilidade familiar.

O deputado do PRI, Emilio Suárez Licona, apresentou uma iniciativa para ampliar a licença-paternidade de cinco para 15 dias de trabalho remunerado. A reforma propõe modificar o artigo 132 da Lei Federal do Trabalho.

A proposta estabelece que os empregadores devem conceder licença paternidade para o nascimento ou adoção de filho. O objetivo é fortalecer a participação dos pais nos cuidados familiares.

“A legislação atual cria desigualdade ao conceder apenas cinco dias de licença aos pais, enquanto as mães têm 84 dias de licença maternidade”, disse o legislador.

Suárez Licona afirmou que a iniciativa busca garantir mais tempo para o cuidado integral e o desenvolvimento das famílias. Lembrou que o Supremo Tribunal de Justiça da Nação estabeleceu critérios para avançar na aprovação da licença parental sob o princípio do superior interesse da criança.

A deputada destacou que países como Espanha, Suécia e Noruega ampliaram os direitos de paternidade com modelos de maior igualdade familiar. No México, a utilização destas licenças continua limitada, pelo que a reforma visa promover uma maior participação dos pais.

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Ariadna Montiel responde a Maru Campos: “Ele não tem autoridade moral”

Morena e o governador de Chihuahua entram em conflito por causa de acusações de interferência estrangeira e ligações com o crime.

A líder nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, respondeu às críticas da governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos Galván, que acusou o partido no poder de usar o caso da Baixa Califórnia para limpar a sua imagem. O conflito aumentou após a transmissão de áudios sobre a governadora da Baixa Califórnia, Marina del Pilar Ávila Olmeda, e sua possível ligação com agentes do FBI.

Sinais cruzados

Campos Galván publicou um vídeo nas redes sociais onde afirmava que o Palácio Nacional tentou envolver Chihuahua para desviar as atenções. Ele exigiu que o governo federal “quebrasse o pacto com o crime” e disse que a defesa da pátria deve estar acima dos interesses partidários.

Em resposta, Montiel garantiu que Campos “não tem autoridade moral” para falar em soberania. Acusou-a de ter permitido a intervenção de agências estrangeiras na segurança durante a sua administração, mencionando operações conjuntas com autoridades dos EUA em Chihuahua.

Tensão entre as partes

O líder morenista sustentou que o governador não deveria dar aulas sobre segurança nacional. A troca ocorre num contexto de disputas entre o Morena e os governos estaduais da oposição sobre questões de segurança e ligações com forças estrangeiras. Até o momento, não há declarações oficiais adicionais.

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Marx Arriaga vende ativos por falta de pagamento do SEP

Ex-diretor denuncia dívida de seis meses por liquidação.

Marx Arriaga Navarro, ex-diretor geral de Materiais Educacionais do Ministério da Educação Pública (SEP), denunciou que o órgão não pagou suas verbas rescisórias desde sua saída, ocorrida há mais de seis meses.

Através de mensagens na rede social X, o ex-funcionário garantiu que a falta de recursos o obrigou a vender parte de seus bens para cobrir compromissos financeiros. Entre os bens que disse estar leiloando estavam ferramentas de trabalho e uma casa em Ciudad Juárez, Chihuahua.

Arriaga indicou que prefere se desfazer de suas propriedades antes que os bancos as recuperem por dívidas acumuladas. A situação financeira, afirmou, deve-se directamente ao facto de o SEP não lhe ter dado a correspondente compensação.

O ex-diretor foi uma figura chave na política educacional do governo de Andrés Manuel López Obrador. Participou da reformulação dos Livros Didáticos Gratuitos e da implantação de materiais vinculados à Escola Novo Mexicana.

Sua saída do SEP ocorreu no início deste ano, após divergências administrativas com autoridades educacionais. Até o momento, a agência não emitiu uma posição pública sobre essas alegações.

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