O presidente contra-ataca
Claudia Sheinbaum deixou claro nesta quinta-feira que o México não é quintal de ninguém. O motivo: os Estados Unidos solicitaram a extradição de 10 mexicanos, incluindo o governador de Sinaloa, um senador e o prefeito de Culiacán.
O processo teve início no dia 28 de abril, quando o Itamaraty recebeu os pedidos de prisão provisória. No dia seguinte, tudo foi entregue à Procuradoria-Geral da República para análise.
Mas aí vem a parte interessante: em 29 de abril, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou as acusações à mídia. Chance? O Itamaraty já manifestou surpresa com a quebra de sigilo.
Sheinbaum foi cirúrgico: se o FGR encontrar provas convincentes, serão tomadas medidas sob jurisdição nacional. Mas se não houver provas claras, trata-se de puro objectivo político. “Sob nenhuma razão vamos permitir a interferência de um governo estrangeiro”, afirmou.
Agora a bola está do lado do FGR. Eles decidirão se há provas suficientes para emitir mandados de prisão. Entretanto, a mensagem do Palácio Nacional é clara: a soberania não se negocia, mesmo que venha com o selo de Washington.




