O presidente não mede palavras
Claudia Sheinbaum fez um alerta que ecoou no Palácio Nacional: é melhor que os mexicanos que atravessam a fronteira para falar mal do governo não pensem em voltar. “Eles não têm futuro no México nem nos Estados Unidos”, disse a presidente, com aquele tom que já conhecemos dela.
O que está por trás disso?
Segundo Sheinbaum, existem pequenos grupos – tanto do lado americano como do nosso lado – que sonham em ver uma relação bilateral destruída. Mas, diz ele, “eles ficarão em falta”. Não é à toa: o contexto é o de um vizinho do norte que, embora barulhento, até agora tem sido “muito respeitoso” com ela, nas suas próprias palavras.
“Haverá alguns daquele lado dos Estados Unidos e deste lado que não querem que haja um bom relacionamento entre os dois governos, mas tenho certeza de que ficarão em falta”
O lado positivo da questão
O presidente também destacou que o governo Trump está reconhecendo algo fundamental: o tráfico de armas dos EUA para o México deve ser interrompido. Porque, sejamos honestos, estas armas não acabam sozinhas nas mãos de grupos criminosos. E isso, diz Sheinbaum, é um passo no sentido de não fortalecer aqueles que causam danos.
E o nosso?
Sheinbaum foi clara: o seu governo sempre exigiu que Washington protegesse os seus compatriotas. “Respeitando a nossa soberania, as nossas leis, o nosso território”, frisou. Mas a mensagem subjacente é que, se alguém vai reclamar lá, deve saber que aqui as portas estão fechadas.
Isto não é apenas diplomacia. É um teatro político com consequências reais. E Sheinbaum, como bom protagonista, não deixa dúvidas.




