Política com cunho feminista (ou pelo menos é o que tentam fazer)
Nesta terça-feira, Claudia Sheinbaum – sim, aquela com mais títulos acadêmicos do que seguidores no TikTok – lançou um catálogo de programas para mulheres que parece saído de um sonho molhado da ONU Mulheres. Sob o pomposo nome de Políticas de Bem-Estar, a proposta inclui tudo, desde redes comunitárias até creches, porque aparentemente o patriarcado não entrará em colapso por si só.
Irmandade de tricô (e talvez um suéter)
A joia da coroa é a Rede Nacional de Tecelãs da Pátria (um nome que soa como um clube de avós revolucionárias). A ideia é recrutar 100 mil mulheres – dentro e fora do país – para distribuir o Livro dos Direitos e formar redes de apoio. A recompensa? Um pedaço de papel assinado pelo presidente. Porque nada diz “empoderamento” como um autógrafo burocrático.
Mas isso não é tudo, ah, não! Haverá também 678 Centros LIBRE – siglas que ninguém lembrará – para vítimas de violência, com serviços jurídicos e psicológicos. A ironia: os usuários decidirão o que mais precisam. Um café grátis? Aulas de defesa pessoal com memes? O céu é o limite.
Linhas telefônicas e advogados: o kit básico contra o machismo
A partir de 1º de maio, a Linha Feminina 079 (opção 1, pois a opção 2 é ouvir “Despacito” em loop) oferecerá atendimento especializado. Nesse mesmo dia começa a inscrição da Mulheres Advogadas, onde 800 profissionais jurarão combater o sistema com mais vigor do que uma novela das 21h.
E para os municípios mais conflituosos, haverá assembleias “Vozes pela Igualdade”. Basicamente, um espaço onde as mulheres podem desabafar suas frustrações com o machismo local, enquanto as autoridades acenam com uma cara de “sim, já sabemos que tudo é terrível”.
Como faixa bônus, Sheinbaum prometeu 200 Centros de Cuidado Infantil (CECI), porque que melhor maneira de libertar as mulheres do que não deixá-las escolher entre a maternidade e o trabalho? A primeira será inaugurada em Ciudad Juárez, porque nada simboliza mais a esperança do que começar na cidade mais perigosa para ser mulher.
E a pensão? Ah, sim. O programa Mujeres Bienestar já cobre um milhão de mulheres mexicanas e em agosto será expandido para pessoas com mais de 60 anos. Meta: 3 milhões. Spoiler: provavelmente não será suficiente comprar um abacate, mas já é alguma coisa.
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