“Não estou atrás de todos os senadores”
Claudia Sheinbaum foi clara nesta terça-feira. O seu chamado Plano eleitoral B, que visa cortar benefícios para conselheiros eleitorais e outras autoridades, agora depende inteiramente do Senado. E ela não planeja fazer lobby de porta em porta.
“Depende dos senadores, não estou acompanhando os senadores um por um para ver como vão votar”, disse ele com aquela mistura de firmeza e distância calculada que já conhecemos dele.
A proposta inclui ainda permitir a revogação do mandato a partir do terceiro ano de governo. Um detalhe interessante que, segundo ela, deixará claro quem se opõe.
A bola está do seu lado
Quando questionado sobre um possível “Plano C” caso o Senado rejeite a iniciativa, a sua resposta foi um breve “Não sei”. Mas acrescentou o óbvio: nunca renunciará à sua responsabilidade para com o povo.
O curioso é a sua leitura política. Para Sheinbaum, a rejeição inicial não foi uma derrota, mas sim um raio-x. Uma forma de ver “quem vota a favor dos privilégios e quem vota contra”.
Lembrou que PT, PRI, PAN e Movimento Cidadão já votaram contra a primeira versão. Os nomes estão na mesa.
Enquanto isso, questões como as polêmicas pensões douradas e uma nova lei contra o feminicídio apresentada ainda esta manhã também continuam pendentes no Congresso.
A mensagem final é clara: a proposta foi feita. A bola está na quadra do Senado. E segundo Sheinbaum, o público estará de olho.




