Sheinbaum defende nova lei de investimento em infraestrutura

Entra em vigor uma polêmica lei que busca atrair capital para obras estratégicas, enquanto a oposição alerta para riscos.

Mais obras públicas ou mais dívida? A nova lei que divide opiniões

Esta sexta-feira entrou em vigor a Lei de Promoção do Investimento em Infraestruturas Estratégicas. Publicada ontem no Diário Oficial, promete agilizar estradas, portos, aeroportos e trens. Parece bom, certo? Sempre parece bom no início.

O texto é um monumento à ambiguidade controlada. Afirma procurar o “bem-estar do povo” através da participação pública, privada e social. Mas então ele esclarece, em letras miúdas:

“Esta Lei não pode ser interpretada como fonte autónoma de dotação orçamental, autorização de despesas, contratação de financiamento…”

Quero dizer, todo o poder para movimentar dinheiro… mas não realmente. Um clássico. A promessa é que os projetos sejam executados com “administração do Estado” e cuidando das finanças públicas. Já ouvimos essa música antes.

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A defesa oficial e as dúvidas que persistem

Na manhã de quinta-feira, a presidente Claudia Sheinbaum apareceu. As críticas já choviam, sobretudo devido ao receio de que os fundos de pensões (os Afores) fossem utilizados. Ela negou com aquele tom irritado que adota quando questionada:

“O que quer que proponhamos, (os oponentes) sempre dirão que está errado. Que queremos endividar mais o país, que queremos usar o Afores, não.”

Segundo ela, trata-se de esquemas “totalmente responsáveis” para incrementar as obras públicas. Citou os exemplos do último sexênio: o aeroporto de Puerto Escondido, o aeroporto de Tepic, algumas estradas. A retórica é familiar: mais trabalho, mais conexões, mais empregos.

Mas aqui está o detalhe que nenhum discurso matinal apaga: cada vez que se abre uma porta legal para “mecanismos de investimento”, alguém acaba se perguntando anos depois como foi licitada tal obra ou quem garantiu tal empréstimo. A lei diz para respeitar a disciplina financeira e os quadros de dívida pública. Teremos que ver se a realidade é igual ao DOF.

A memória é curta, mas os precedentes legais são longos. E isto tem um cheiro de déjà vu legislativo que não pode ser dissipado com boas intenções.

Taxistas da AICM recusam aplicar descontos acordados para o Mundial

Três grupos de taxistas da AICM se recusam a aplicar descontos de até 18% durante a Copa do Mundo.

Três grupos de taxistas que atuam no Aeroporto Internacional da Cidade do México (AICM) se recusaram a aplicar descontos de até 18% em suas tarifas durante a Copa do Mundo. A medida contradiz acordos anteriores anunciados pelas autoridades aeroportuárias e parte do sindicato.

As empresas Nueva Imagen, Porto Taxi e Sitio 300 emitiram um comunicado para esclarecer a sua posição. Argumentaram que não possuem qualquer relação contratual com o Grupo Aeroportuário Marina (GAM), entidade que promoveu os benefícios aos usuários do aeroporto.

Segundo os permissionários, os descontos anunciados não representam redução direta das tarifas. São, dizem, reajustes derivados de indenizações por cobranças indevidas e processos administrativos de trabalhos de manutenção no AICM.

Eles exigem transparência

Os taxistas solicitaram às autoridades da AICM que tornassem públicos os documentos que suportam estas medidas. Apelaram ainda ao GAM para que tornasse transparentes as actas e contratos onde foi acordada a aplicação de descontos. Questionaram a validade jurídica das obrigações que lhes foram atribuídas.

A recusa poderá afetar usuários que esperavam tarifas mais acessíveis durante o evento esportivo. Até o momento não há certeza sobre o real custo do atendimento da AICM durante a Copa do Mundo.

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Morena abre as portas para uma coalizão com o PVEM em San Luis Potosí

Morena condiciona aliança ao PVEM descartando Ruth González para o governo.

Coalizão Morena-PVEM para 2027?

A liderança estadual do Morena em San Luis Potosí deixou aberta a possibilidade de uma aliança com o Partido Ecologista Verde (PVEM) para as eleições locais de 2027. A condição: que o PVEM apresentasse um perfil diferente do da senadora Ruth González.

Rita Ozalia Rodríguez Velázquez, presidente estadual de Morena, explicou que se o PVEM descartar Ruth González – esposa do governador Ricardo Gallardo – o Partido Verde poderá liderar a coalizão, que também integraria o Partido Trabalhista (PT).

A dirigente esclareceu que a relação com o PVEM a nível local não enfrenta conflitos, embora tenha admitido que não existe comunicação directa entre os dois dirigentes estaduais. As decisões sobre alianças, disse ele, são tomadas pelos líderes nacionais.

O possível acordo surge em meio ao debate sobre o nepotismo, após ser questionada a intenção de Ruth González de suceder o marido no governo do estado. Morena busca perfis que evitem essa polêmica.

Rodríguez Velázquez sublinhou que existe coordenação entre as lideranças partidárias para definir a estratégia eleitoral. Por enquanto, o panorama em San Luis Potosí permanece aberto.

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Morena acusa conselheiros do INE de serem ‘malfeitores’

A dirigente do Morena acusa os conselheiros do INE de serem ‘malfeitores’ e defende o seu sistema de filiação.

Morena questiona a imparcialidade do INE

A dirigente nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, destacou que dentro do INE existem assessores com posições críticas em relação ao seu partido. Ele os descreveu como “odiadores de Morena” durante uma entrevista coletiva onde abordou resoluções recentes sobre afiliações duplicadas.

Montiel afirmou que seu partido cumpre as determinações da Justiça Eleitoral. A autoridade ordenou a eliminação de mais de 93 mil registos afiliados e deixou em análise cerca de 19 mil casos que o INE deve verificar.

O dirigente exigiu que o instituto aderisse às resoluções do Conselho Geral e não às opiniões individuais. Acusou que há figuras próximas das administrações eleitorais anteriores que mantêm uma postura crítica em relação ao movimento.

Sobre o sistema de filiação, Montiel defendeu que o aplicativo do Morena é eficiente. Assegurou que supera o do INE em funcionalidade, pois permite detectar duplicações nos registos.

Propôs também que o INE deveria ter mecanismos de verificação em tempo real para cruzar dados de afiliação. No entanto, reconheceu que existem processos diferentes entre os partidos e a autoridade eleitoral.

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