Sheinbaum defende eleição judicial e rejeita acusações de manipulação

O presidente defende o processo eleitoral judicial e nega acusações de manipulação em mensagem-chave.

Sheinbaum insiste na transparência do processo eleitoral judicial

Em plena proibição eleitoral, a presidente Claudia Sheinbaum apelou aos cidadãos para participarem nas eleições judiciais de domingo, negando categoricamente as acusações de que o processo é “fraudado”. A presidente atribuiu estas críticas a setores que, segundo ela, procuram perpetuar “o regime de corrupção e privilégios” no Judiciário.

Desmontando argumentos críticos

Em mensagem transmitida por vídeo, Sheinbaum rejeitou três narrativas principais: de que a eleição é fraudada, de que Morena pretende controlar o Supremo Tribunal Federal ou de que o Executivo busca impor ministros com ideias semelhantes. “Nada poderia ser mais falso”, afirmou, contrastando o processo atual com a reforma de 1999, quando o então presidente Ernesto Zedillo destituiu os ministros em exercício. No entanto, esclareceu que essa reforma – longe de concentrar o poder – transferiu as nomeações para o Senado e reduziu o número de ministros de 26 para 11.

“Participe amanhã, domingo, 1º de junho, da primeira eleição popular do Poder Judiciário.” — Claudia Sheinbaum no Twitter

A atual reforma judicial, promovida por Andrés Manuel López Obrador após confrontos com o Poder Judiciário, introduz um modelo inédito: juízes, magistrados e ministros serão eleitos por voto direto, embora os candidatos sejam previamente referendados por comissões ligadas a Morena. Entre os candidatos estão ministros em exercício que apoiaram reformas controversas, incluindo um acusado de plágio acadêmico.

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Controvérsias e mecanismos da eleição

O processo tem sido prejudicado por denúncias de uso irregular de recursos públicos, como a distribuição de “acordeões” que instruem as pessoas a votarem em candidatos próximos de Morena. Apesar disso, Sheinbaum enfatizou que o objetivo é transferir a decisão para o povo: “Está em suas mãos quem fará um Judiciário honesto”, declarou.

Neste domingo serão eleitos 881 cargos judiciais – metade do total –, paralelamente às eleições locais em Durango e Veracruz. A outra metade será definida em 2027. O México torna-se assim o segundo país, depois da Bolívia de Evo Morales, a adoptar este sistema. O presidente descreveu-o como “um dia histórico” para a democracia mexicana.

Análise: Riscos e oportunidades

Especialistas em direito constitucional alertam que a eleição popular de juízes pode politizar a justiça, enquanto os seus defensores argumentam que ela democratiza uma instituição tradicionalmente opaca. O modelo híbrido – com candidatos pré-selecionados mas sujeitos a votação – procura equilibrar competência técnica e participação cidadã, embora persistam dúvidas sobre a sua real independência.

Quer se aprofundar em como esta reforma transformará o sistema judicial? Compartilhe esta análise em suas redes sociais e participe do debate sobre o futuro da justiça no México. Explore mais conteúdo sobre reformas institucionais em nossa seção dedicada.

Governo defende perdão à Espanha na lei indígena

O governo defende o perdão da Espanha como pilar da nova lei indígena de combate ao racismo.

Perdão e multiculturalismo: chaves para a nova lei indígena

No âmbito da apresentação da Lei Geral dos Direitos dos Povos Indígenas e Afro-mexicanos, o governo federal insistiu na importância do perdão histórico para com a Espanha. Durante a conferência matinal no Palácio Nacional, o rei Felipe VI foi reconhecido pelas declarações sobre os abusos durante a Conquista.

“O perdão engrandece o povo. O mais importante para o México é a identidade que o reconhecimento do povo representa”, afirmaram porta-vozes oficiais.

A discussão centrou-se na necessidade de superar uma visão eurocêntrica. As autoridades salientaram que sem esta mudança o racismo e o classismo continuarão a ser promovidos.

“Se não reconhecermos a visão das grandes civilizações e o valor que o povo deu à identidade coletiva do México, continuaremos a promover o racismo e o classismo”, alertaram.

Após 300 anos de colônia e 200 anos de independência, 20% da população mexicana se identifica como indígena. O governo apelou ao reconhecimento deste multiculturalismo como parte da identidade nacional.

A lei procura garantir direitos e combater a discriminação estrutural que estas comunidades ainda enfrentam.

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Exército e polícia, as instituições que mais geram confiança no México

A OCDE revela que os mexicanos confiam mais nas forças armadas e na polícia do que no governo.

Confiança nas instituições: classificação do México

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou um inquérito sobre os factores que determinam a confiança nas instituições públicas, realizado em 36 países. No México, as três instituições que mais geram confiança são as forças armadas, as organizações internacionais e a polícia.

O estudo detalha que a população confia mais no Exército e na polícia do que no Judiciário e no governo federal. Na escala geral, o serviço público nacional ocupa o quarto lugar, seguido pelo serviço público regional, pelo governo nacional, pela mídia, pelo Tribunal e pelo Judiciário, pelos governos estaduais, pelas autoridades locais, pelo Congresso e, por último, pelos partidos políticos.

Uma particularidade detectada pela OCDE no México, no Japão, na Coreia e na República Eslovaca: a confiança nos legisladores aumenta entre a população com um nível educacional mais baixo. Por outro lado, os cidadãos com estudos universitários ou pós-graduados demonstram menos credibilidade perante o seu congresso.

Principais preocupações

Para os mexicanos, o crime ou a violência, a inflação e a corrupção são as maiores preocupações. Seguem-se o emprego, os serviços de saúde, a desigualdade, a habitação, as alterações climáticas, a segurança nacional e a migração. A nível global, a média da OCDE coloca a inflação como a principal preocupação, seguida do crime e da desigualdade, enquanto a corrupção está em nono lugar.

Satisfação com os serviços públicos

O México superou a média de satisfação da OCDE na educação: 66% contra 60%. Na saúde empatou com 54%. Além disso, 72% dos mexicanos que concluíram recentemente um procedimento administrativo relataram estar satisfeitos, superando a média de 68% da organização.

“Em meio a transformações econômicas, sociodemográficas e tecnológicas e com espaço fiscal limitado, os governos democráticos enfrentam desafios para atender às crescentes expectativas e necessidades das pessoas. Um nível saudável de confiança nas instituições públicas é essencial para implementar reformas”, concluiu a OCDE, alertando que as ações governamentais são limitadas por processos internos lentos e dificuldades em alcançar consenso.

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Acadêmica da UNAM denuncia violência cometida por seu marido, ex-diretor da Pemex

Engenheira nuclear denuncia ataques do marido, ex-diretor da Pemex, e aponta rede de silêncio.

Queixa por violência doméstica

María Felicia Jiménez Lavie, professora da UNAM e engenheira nuclear, tornou pública sua denúncia por ataques físicos, econômicos e psicológicos supostamente cometidos por seu marido, Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. Em entrevista, ele relatou que os episódios de violência ocorreram em três ocasiões, sendo a mais recente a mais intensa. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra Rodríguez Padilla batendo nela e empurrando-a na presença de uma menor.

“Este foi o terceiro episódio, o mais forte de todos, mas este como tal não foi recorrente. Isto ocorreu apenas três vezes, sendo a primeira em 2022”, declarou.

Censura após a denúncia

Jiménez Lavie garantiu que, após a publicação das provas, foi submetida à censura para silenciá-la. Ele afirmou que cancelaram sua conta em

“Sim, tenho medo dele, das suas influências, de todas as pessoas que o apoiam em silêncio, porque todo esse bloqueio das minhas redes não foi feito só por ele, ele fez isso com uma rede de apoio”, expressou.

O académico contrariou o Ministério da Energia, que afirmou que Rodríguez Padilla não tinha aderido formalmente ao INEEL. Jiménez Lavie destacou que no dia 3 de junho o próprio instituto o acolheu publicamente como diretor geral. No âmbito familiar, embora ainda casados, deixaram de viver juntos em março; Acusou o ex-funcionário de exercer violência psicológica contra o filho mais velho e de negligenciar o filho mais novo que têm em comum.

Apoio da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher entrou em contato com a reclamante para oferecer orientação jurídica e psicológica, embora ainda não possua medidas de segurança. Esta segunda-feira, através de uma carta dirigida à jornalista Azucena Uresti, Jiménez Lavie descreveu a sua denúncia como um ato de coragem para proteger os seus filhos e apelou à população para denunciar qualquer forma de assédio ou violência.

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