Porque nada une mais duas nações do que uma praga intestinal
Em uma reviravolta na história que nem mesmo o roteirista de The Last of Us teria imaginado, a presidente Claudia Sheinbaum emergiu como uma defensora nacional contra o vilão mais inesperado: um verme que, ao que parece, tem mais poder geopolítico do que um acordo comercial. O cenário? Uma crise diplomática em que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) decidiu que o gado mexicano era tão perigoso quanto um carregamento de armas nucleares… graças a um bug que nem sequer tem espinha dorsal.
Quando um parasita se torna uma desculpa geopolítica
“O México não é uma piñata“, declarou Sheinbaum com a solenidade de quem defende a honra nacional… diante de uma larva. Porque, claro, que melhor símbolo de soberania nacional do que um verme que provavelmente nem sabe em que país está? A presidente insistiu que existe “colaboração” (aquela palavra mágica que todos usam quando realmente querem dizer “não gostamos, mas temos que fingir”) com os americanos, embora tenha deixado claro que eles não pretendem se ajoelhar no altar do USDA. Ou deveríamos dizer EUA-Deus?
Do Palácio Nacional —porque esses anúncios sempre ficam melhor com fundo barroco—, Sheinbaum apresentou um relatório do secretário Berdegué (nome que, ironicamente, parece retirado de um tratado sobre pragas medievais) detalhando todas as ações contra a bicheira. Entre eles, certamente, um exército de galinhas treinadas e um muro de pesticidas na fronteira sul. Porque se há algo que une o México e os EUA é a capacidade de transformar qualquer problema num debate sobre fronteiras.
O mais hilariante de tudo é que este verme – que parece a invenção de uma criança da escola primária – conseguiu o que anos de tensões migratórias não conseguiram: paralisar o comércio de gado. O que vem a seguir? Que proíbem o abacate por causa de um fungo com pretensões de influenciador? Claro, Sheinbaum garantiu que “em breve” a medida será levantada. Claro, “em breve”, aquela escala de tempo que vai de “amanhã” até “quando os burros voarem”.
Quer mais histórias onde a realidade supera o absurdo? Compartilhe este artigo e descubra como um verme se tornou protagonista da diplomacia internacional. #WormsRuling




