Sheinbaum defende o México do verme que paralisou o gado

O presidente defende a soberania nacional enquanto um vírus microscópico paralisa o comércio binacional.

Porque nada une mais duas nações do que uma praga intestinal

Em uma reviravolta na história que nem mesmo o roteirista de The Last of Us teria imaginado, a presidente Claudia Sheinbaum emergiu como uma defensora nacional contra o vilão mais inesperado: um verme que, ao que parece, tem mais poder geopolítico do que um acordo comercial. O cenário? Uma crise diplomática em que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) decidiu que o gado mexicano era tão perigoso quanto um carregamento de armas nucleares… graças a um bug que nem sequer tem espinha dorsal.

Quando um parasita se torna uma desculpa geopolítica

O México não é uma piñata“, declarou Sheinbaum com a solenidade de quem defende a honra nacional… diante de uma larva. Porque, claro, que melhor símbolo de soberania nacional do que um verme que provavelmente nem sabe em que país está? A presidente insistiu que existe “colaboração” (aquela palavra mágica que todos usam quando realmente querem dizer “não gostamos, mas temos que fingir”) com os americanos, embora tenha deixado claro que eles não pretendem se ajoelhar no altar do USDA. Ou deveríamos dizer EUA-Deus?

RelacionadoO verme que paralisou a fronteira e irritou os fazendeiros

Do Palácio Nacional —porque esses anúncios sempre ficam melhor com fundo barroco—, Sheinbaum apresentou um relatório do secretário Berdegué (nome que, ironicamente, parece retirado de um tratado sobre pragas medievais) detalhando todas as ações contra a bicheira. Entre eles, certamente, um exército de galinhas treinadas e um muro de pesticidas na fronteira sul. Porque se há algo que une o México e os EUA é a capacidade de transformar qualquer problema num debate sobre fronteiras.

O mais hilariante de tudo é que este verme – que parece a invenção de uma criança da escola primária – conseguiu o que anos de tensões migratórias não conseguiram: paralisar o comércio de gado. O que vem a seguir? Que proíbem o abacate por causa de um fungo com pretensões de influenciador? Claro, Sheinbaum garantiu que “em breve” a medida será levantada. Claro, “em breve”, aquela escala de tempo que vai de “amanhã” até “quando os burros voarem”.

Quer mais histórias onde a realidade supera o absurdo? Compartilhe este artigo e descubra como um verme se tornou protagonista da diplomacia internacional. #WormsRuling

AT&T México perde um milhão de usuários pré-pagos devido ao registro obrigatório

Um milhão de usuários pré-pagos cancelaram a assinatura da AT&T México devido ao registro obrigatório.

Registro obrigatório de linhas móveis chega à AT&T México

O processo obrigatório de registro de linha celular teve um forte impacto na base de clientes pré-pagos da AT&T México. Durante o segundo trimestre de 2026, a empresa perdeu um milhão de usuários nesse segmento. Ao final de junho, contava com 15 milhões 829 mil clientes pré-pagos, segundo seu resultado financeiro.

Em contrapartida, o serviço pós-pago apresentou crescimento significativo. A empresa conquistou 369 mil novos clientes, um aumento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Assim, atingiu um total de 7 milhões 457 mil usuários ao final do semestre.

Desde Janeiro, as empresas de telecomunicações começaram a registar as linhas móveis no registo nacional. No entanto, apenas 43% das linhas estavam cadastradas até o momento. Diante disso, o governo federal estendeu o prazo para conclusão do processo. A suspensão do atendimento para quem descumprir começará em etapas entre 15 de agosto e 31 de dezembro.

A diretora geral da AT&T México, Mónica Aspe, indicou que a empresa concentrará seus esforços na conclusão com sucesso do processo de vinculação durante o segundo semestre do ano. Por seu lado, a consultora The Competitive Intelligence Unit (CIU) atribuiu a redução das linhas pré-pagas ao registo obrigatório.

Apesar da diminuição no número de usuários pré-pagos, a AT&T reportou receita total de US$ 1.224 milhões no segundo trimestre. Isto representou um crescimento anual de 16,1%, impulsionado principalmente por uma taxa de câmbio favorável. Além disso, a empresa destacou o fortalecimento de sua rede e a implantação de infraestrutura 5G em estádios e áreas de Fan Fest durante a Copa do Mundo, como parte de sua estratégia de crescimento.

Continuar lendo

EUA planejam tarifa de 10% sobre o México para trabalho forçado

Uma nova taxa de 10% substituiria as tarifas temporárias dos EUA ligadas ao cumprimento das regras laborais.

Os Estados Unidos estão a avaliar a substituição das tarifas temporárias que expiram esta semana por um regime regional centrado no combate ao trabalho forçado e infantil. A medida imporia um imposto de 10% sobre os produtos mexicanos, segundo especialistas em comércio internacional.

Novo esquema tarifário

O imposto estaria vinculado ao cumprimento da legislação trabalhista e à proibição de importação de bens fabricados com trabalho forçado ou infantil. Aplicar-se-ia também a factores de produção provenientes de países terceiros onde existam estas práticas. As sanções poderão atingir regiões inteiras e não apenas empresas específicas.

Adrián Castillo, sócio da Von Wobeser y Sierra, destacou que se as autoridades norte-americanas detectassem sinais de trabalho forçado numa empresa numa determinada área, as restrições comerciais seriam estendidas a toda a região. Lembrou que o T-MEC já inclui disposições contra bens produzidos nessas condições e que o México implementou mecanismos de certificação desde 2025.

Impacto regional

Jorge Molina, especialista em comércio exterior, indicou que o novo imposto substituirá a tarifa temporária estabelecida por Washington e responde à estratégia do presidente Donald Trump. Ele acrescentou que a medida visa impedir que produtos fabricados com insumos chineses entrem no mercado norte-americano através do México.

Os detalhes precisos do esquema serão conhecidos nos próximos dias, mas os especialistas alertam que afectará especialmente sectores com elevada exposição à cadeia de abastecimento regional.

Continuar lendo

Cães treinados para inspeção sanitária na América Central e no Caribe

Cinco casais de cães estão treinando no México para reforçar a detecção de pragas na região.

Treinamento de duplas caninas para saúde regional

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (Sader) iniciou a capacitação de cinco duplas caninas que participarão de tarefas de fiscalização sanitária na América Central e no Caribe. O objectivo: reforçar a detecção de pragas e doenças que afectam plantas e animais e prevenir a sua propagação entre países.

Os cães, integrantes da Geração 82 do Centro de Treinamento Canino (Ceacan), foram cedidos pelo Serviço Nacional de Saúde, Segurança e Qualidade Agroalimentar (Senasica) a quatro oficiais da República Dominicana e um de Belize. Durante seis semanas receberão formação especializada antes de ingressarem em tarefas de inspeção nos seus respetivos países.

Na cerimónia de boas-vindas, Jorge Bustamante Rojano, diretor de Gestão Estratégica dos Serviços de Quarentena de Senasica, destacou que este programa não só fortalece a proteção da saúde, mas também promove a cooperação regional. As equipes caninas serão fundamentais na identificação de produtos que possam representar risco fitossanitário em portos, aeroportos e fronteiras.

A iniciativa faz parte dos esforços do México para partilhar a sua experiência em saúde agroalimentar com as nações vizinhas. O treinamento inclui técnicas para detecção de odores específicos de pragas e doenças, bem como manejo seguro de animais durante as inspeções. Ao final do curso, os binômios serão certificados para operar sob os padrões internacionais da Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária.

Continuar lendo