Posição firme em relação às operações de imigração nos EUA
Durante sua visita a Puebla para inaugurar as torres especializadas em cardiologia pediátrica e oncologia do Hospital de la Niñez Poblana, a presidente Claudia Sheinbaum reiterou seu apoio à comunidade mexicana nos Estados Unidos. Confrontado com a recente detenção de 35 cidadãos mexicanos em Los Angeles pelas autoridades de imigração dos EUA, o presidente enfatizou: “Homens e mulheres mexicanos nos EUA são pessoas honestas que contribuem para o desenvolvimento económico e social.” Ele confirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros já presta assistência consular através da rede diplomática.
Estratégia contra a criminalização dos migrantes
Sheinbaum rejeitou o uso de operações policiais para gerir os fluxos migratórios, propondo, em vez disso, diálogos bilaterais e uma reforma abrangente da imigração. “A solução não está em ataques ou violência, mas em políticas que reconheçam os direitos dos nossos compatriotas”, declarou. Destacou a coordenação do chanceler Juan Ramón de la Fuente com a embaixada dos EUA, além de lembrar os mecanismos de repatriação assistida através do programa México Abraza.
Investimento histórico na saúde infantil
A cerimônia protocolar mostrou o progresso do IMSS Bienestar com o comissionamento de duas torres médicas que exigiram 915 milhões de pesos de investimento. Estas instalações únicas aumentarão:
- 142 leitos censitários e 145 leitos não censitários
- 52 consultórios e 7 salas cirúrgicas especializadas
- Cobertura anual de 14.000 consultas de cardiologia (contra 4.195 consultas anteriores)
- 560 cirurgias cardíacas infantis em 2024
- 1.200 sessões de quimioterapia oncológica
Impacto no sistema de saúde
O secretário de Saúde, David Kershenobich, destacou que este complexo faz parte do novo modelo de atenção pública, enquanto o governador Alejandro Armenta o descreveu como “uma obra-prima do humanismo mexicano”. Alejandro Svarch, diretor do IMSS Bienestar, explicou que a capacidade de tratar leucemias e doenças cardíacas congênitas, principais causas de mortalidade infantil na região, aumentará cinco vezes.
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