O drama continua: Sheinbaum contra-ataca com um convite
A presidente Claudia Sheinbaum fez uma mudança inesperada em relação a Isabel Díaz Ayuso. Depois de o presidente da Comunidade de Madrid ter lançado aquela bomba – “O México não existia até à chegada dos espanhóis” – o presidente mexicano respondeu com um gesto que mais parece uma armadilha do que uma simples cortesia.
“Que venham mais pessoas, passem mais tempo nas férias aqui”, disse Sheinbaum em uma conferência. E não parou por aí: “Somos um país extraordinário, que conhece mais da cultura mexicana, que vive como vive o povo”.
A peça por trás do convite
Este não é apenas um convite turístico. Sheinbaum está a usar o teatro político para mostrar que o México não precisa de defesa – a sua cultura fala por si. Enquanto Ayuso acusava a esquerda de “torcer a História”, a presidente mexicana respondeu com um gesto que a encurrala: se aceitar, terá de reconhecer a grandeza cultural que negou; Se ele rejeita, ele confirma seu desprezo.
“Ajudou muito a sua vinda porque abriu o debate”, acrescentou Sheinbaum, referindo-se à polêmica sobre Hernán Cortés e a conquista. “Permitiu-nos falar sobre a grandeza cultural do México, a dignidade do povo”.
O que realmente está em jogo
Para além da troca de frases, isto revela algo mais profundo: a relação entre o México e a Espanha continua a ser um campo minado. Cada afirmação, cada gesto, tem peso histórico. E Sheinbaum, em seu estilo de ligar os pontos, está aproveitando esse momento para lembrar que a história não é apagada por declarações arrogantes.
“Passe mais tempo de férias no México, acho que você aprenderia muito sobre a grandeza cultural do México”
Ayuso aceitará o convite? O drama continua. Mas entretanto, Sheinbaum já venceu esta ronda: transformou um insulto numa lição cultural.




