Sheinbaum e o Grande Expurgo da Parafernália Consular
Parece que a presidente Claudia Sheinbaum Pardo decidiu tocar cadeiras musicais com os consulados do México nos Estados Unidos. A razão? Uma epidemia de parafernalite diplomática aguda que, aparentemente, impediu os funcionários de fazerem o seu verdadeiro trabalho: defender os seus concidadãos. Porque, é claro, na mente de alguns cônsules, o seu trabalho estava reduzido a organizar coquetéis e usar ternos caros, e não a lidar com questões mundanas como os direitos dos migrantes.
Numa demonstração de sinceridade raramente vista na política externa, Sheinbaum lançou a bomba: muitos destes diplomatas estavam mais preocupados com o protocolo e a pompa do que com as políticas anti-imigração da administração de Donald Trump. Imagine: no meio de uma crise humanitária, encontrar um cônsul mais interessado em dobrar o porta-guardanapo do que na sua deportação. Um cenário tão absurdo que quase dói.
A sensibilidade chega aos consulados (finalmente)
A presidente federal, em sua infinita sabedoria, decidiu que já era o suficiente. Queixas dos conterrâneos choveram como confetes numa daquelas festas diplomáticas de que os cônsules demitidos tanto sentirão falta. “Tivemos reclamações, reclamações e reclamações”, confessou Sheinbaum, como se descrevesse o enredo de uma novela particularmente dramática. Mas, que bom, há menos deles agora. Será que os novos funcionários têm um chip de sensibilidade integrado?
O plano diretor era simples, mas revolucionário: substituir os amantes da parafernália por perfis melhores. Pessoas com capacidade e, prestem atenção porque isso é fundamental, sensibilidade com as pessoas. Um conceito tão novo que quase parece ficção científica. Sheinbaum reuniu-os e pediu-lhes que, no âmbito da lei e do respeito pela política americana, fizessem o que deveriam fazer: defender os mexicanos. Que ideia.
Não podemos deixar de nos perguntar que tipo de parafernália era tão absorvente. Estamos falando de ficar obcecado com a qualidade do caviar nas recepções? Ou debates acalorados sobre a cor dos tapetes? A mente se perde num mar de possibilidades absurdas. A verdade é que, segundo a narrativa oficial, estes cônsules tinham-se esquecido completamente de que o seu trabalho é um serviço público e não um concurso de popularidade entre a elite.
O contexto, claro, é a administração Trump e as suas medidas anti-imigração. Um momento histórico em que eram necessárias estratégia consular e protecção dos migrantes, e não conhecimentos protocolares. Sheinbaum, com a determinação de um diretor de escola repreendendo alunos indisciplinados, decidiu que era hora de colocar as coisas em ordem. Fora os amantes dos rótulos, entre os heróis da assistência consular.
A questão que permanece é se os novos cônsules receberão um manual especial intitulado “Como não ficar obcecado por parafernálias em 10 dias” ou se simplesmente serão avisados de que os canapés não são uma prioridade. A presidente garante que a situação melhorou, embora admita que ainda há algumas reclamações. Talvez os conterrâneos sintam falta daqueles cônsules que tão bem organizaram as festividades. Ou talvez, e isso é uma loucura, eles prefiram ser defendidos perante as autoridades de imigração.
De qualquer forma, a mensagem é clara: a diplomacia mexicana está em processo de reestruturação, pelo menos no que diz respeito aos consulados. Adeus à antiga guarda protocolar, olá à nova era de defesa eficaz. Sheinbaum, com esta mudança, não está apenas mudando de pessoal; Ele está enviando uma mensagem sobre o tipo de serviço externo que deseja para o México. Aquele onde a parafernália é relegada a segundo plano, longe da proteção consular que os migrantes merecem.
Será este o fim dos cônsules que se preocupam mais com a etiqueta do que com as pessoas? O tempo dirá. Entretanto, os concidadãos podem ficar um pouco mais tranquilos, sabendo que há alguém no consulado que, esperançosamente, se lembrará que a sua função é ajudá-los e não escolher o vinho para a próxima recepção.
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