Senado vê luz verde para Lei Transcend sobre morte digna

A luta para morrer com dignidade não começou no Congresso, mas na dor humana.

Morte com dignidade não é mais tabu no Senado

Samara Martínez deixou claro: esta luta não nasceu entre assentos e carteiras. Nasceu em leitos de hospital, em olhares que imploravam por descanso, em famílias destroçadas por um sistema que prolonga o sofrimento. O ativista, paciente e divulgador da Lei da Transciende, soltou a frase que deveria ecoar em todos os gabinetes legislativos:

“Hoje temos a oportunidade e a obrigação de ouvir, de nos incomodar, de questionar o que normalizamos e, acima de tudo, de agir diante da dor humana.”

E parece que alguém ouviu. Emmanuel Reyes Carmona, senador por Morena, embarcou no trem e garantiu que há condições para aprovar esta lei. Ele disse que mais de 70% da população é a favor da regulamentação da eutanásia e da morte digna. Dados concretos? Segundo ele, sim: estudos quantitativos e qualitativos sustentam a urgência.

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Luis Donaldo Colosio Riojas também colocou as mãos no fogo. O presidente da Comissão de Direitos Digitais descreveu isso como “um compromisso com os pacientes no México que estão esperando”. Tradução: chega de promessas vazias.

María Isabel Guerrero Flores, da FGR, solicitou um estudo aprofundado do tema desde a dignidade humana e o marco legal. Quero dizer, não será um cheque ao portador – mas pelo menos já está na mesa.

O interessante aqui é ver como as peças se movem. O Ministério da Saúde ainda não deu parecer técnico – mas Reyes Carmona já quer começar a governar. Há sinais: políticos e sociais. Resta saber se o sistema consegue resistir ao debate sem se engasgar com as suas próprias contradições.

A automação reduz empregos nas maquiladoras; 100 mil vagas a menos

Demissões em maquiladoras devido a robôs, altos salários e tarifas.

O impacto da automação

A onda de demissões nas maquiladoras não para. A crescente utilização de robôs na produção, especialmente nas fronteiras, acelerou a perda de empregos. A isto somam-se salários mínimos mais elevados, aumento dos dias de férias, incerteza comercial e tarifas dos EUA.

Segundo dados do Inegi, os estabelecimentos do programa Immex contavam com 3,19 milhões de trabalhadores em maio, menos 3% do que há dois anos. Isso equivale a 100 mil vagas a menos. As empresas começaram a demitir funcionários a partir do final de 2023.

Analistas consultados pelo EL UNIVERSAL apontam que a combinação de fatores – automação, insegurança e tarifas – está por trás desta tendência.

Humberto Martínez Cantú, presidente do Conselho Nacional da Indústria Maquiladora e de Fabricação de Exportação (Índice), explicou que as maquiladoras estão sendo automatizadas no país. O processo foi acelerado pelo aumento dos custos trabalhistas e pela pressão comercial externa.

A fronteira norte, tradicional bastião da indústria maquiladora, é a área mais afetada. Lá, a robotização avança mais rápido do que no resto do país.

Os dados oficiais reflectem uma contracção sustentada. O sector está a perder dinamismo e, com ele, fontes de emprego formal para milhares de mexicanos.

Embora o governo tenha promovido incentivos ao investimento, a realidade é que a tecnologia substitui tarefas repetitivas. Os trabalhadores menos qualificados são os mais vulneráveis.

A incerteza comercial com os Estados Unidos e as ameaças de tarifas adicionais complicam as perspectivas. As maquiladoras, que dependem de cadeias de abastecimento globais, ajustam a sua força de trabalho para permanecerem competitivas.

O desafio imediato é como requalificar a força de trabalho. Sem políticas de formação e reciclagem, a perda de cargos poderá agravar-se.

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El Bogueto junta-se ao México Canta 2026 com Sheinbaum

O reggaeton mexicano participa com honra do concurso binacional.

O cantor de reggaeton Armando Toledo, conhecido como El Bogueto, acompanhou a presidente Claudia Sheinbaum em sua conferência matinal desta quinta-feira no Palácio Nacional, no âmbito do concurso México Canta.

Sheinbaum explicou que o artista colabora a título honorário nesta iniciativa binacional dirigida a músicos do México e dos Estados Unidos que procuram criar novas narrativas longe da violência e dos vícios.

“De forma voluntária e honrosa, você está ajudando este grande programa de promoção da música, com letras de amor, para evitar o ódio, para evitar a violência”, disse o presidente.

Progresso do concurso

A secretária de Cultura, Claudia Curiel, apresentou os resultados da segunda edição do México Canta 2026. No total participaram 16.289 jovens: 10.528 do México e 5.761 dos Estados Unidos.

“Isso fala de uma resposta extraordinária e de uma geração que tem muito a dizer”, disse Curiel.

Os sete jovens seleccionados do país vizinho foram apresentados na Sala do Tesouro. Entre eles se destacou Grecia Marín, 25 anos e natural de Perris, Califórnia.

Testemunho de esperança

Marín tomou a palavra para agradecer a oportunidade e destacou que o concurso representa muito mais do que uma competição musical para jovens mexicanos residentes nos Estados Unidos.

Ela disse que desde pequena descobriu que a música era “a linguagem do seu coração” e que tem trabalhado para abrir caminho em diversos cenários. Ele contou que seu parto foi complicado e que os médicos previam múltiplas dificuldades, mas graças ao amor e à coragem de sua mãe conseguiu seguir em frente.

“Eu sou um milagre e todos os dias agradeço a Deus por esta segunda chance”, expressou ele.

Ele garantiu que essa experiência marcou sua forma de ver a vida e sua música. Embora muitas de suas composições falem sobre amor e desgosto, sua mensagem busca sempre transmitir esperança e demonstrar que a música pode curar e unir.

Por fim, agradeceu à Presidente Claudia Sheinbaum, à Secretária de Cultura, Claudia Curiel, e ao Conselho Mexicano de Música pela promoção do México Canta 2026 e pela abertura de espaços para novos talentos de ambos os países. Ele destacou o apoio aos filhos dos mexicanos que lutam para manter vivas suas raízes, sonhos e identidade.

“Prometo dar o meu melhor. Viva o México, viva a boa música, viva a banda e viva a regional mexicana!”, concluiu.

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FGR descarta bloqueio de contas de Verónica Ruffo

As autoridades esclarecem que a filha de Ernesto Ruffo não está na mira da UIF.

Gabinete de Segurança nega bloqueio

Após a divulgação de informação sobre um alegado bloqueio das contas de Verónica Ruffo, o Gabinete de Segurança esclareceu que o FGR não solicitou tal medida.

A solicitação do FGR à UIF inclui apenas as pessoas físicas e jurídicas identificadas na investigação, entre as quais não está Verónica Ruffo, filha do ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel.

Numa ficha informativa, o Conselho de Ministros detalhou que os pedidos de imobilização de recursos se baseiam em indícios suficientes de risco fundado e verificável. As medidas procuram evitar que recursos vinculados a pessoas investigadas sejam utilizados para atividades ilícitas ou façam parte dos circuitos financeiros do crime organizado.

As autoridades reiteraram que as ações se limitam aos envolvidos no processo, sem afetar terceiros não relacionados.

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