Um empate com gosto de derrota (e insônia)
Ah, futebol feminino: onde a emoção dura tanto quanto um tiktok e os finais são mais imprevisíveis que o clima de abril. A Seleção Feminina Mexicana, em sua eterna busca para nos convencer de que “desta vez é diferente”, nos proporcionou 90 minutos de montanha-russa emocional contra o Uruguai. O resultado? Um empate de 2 a 2 que deixou 17.000 pessoas em Puebla se perguntando se haviam pago por um jogo ou por uma terapia de grupo.
Da euforia ao “sério?” em 80 minutos
Tudo começou bem, como costuma acontecer antes que a realidade nos atinja com a sutileza de uma bola. Myra Delgadillo, a heroína inesperada, abriu o placar aos 19 minutos. Grande gol! (ou pelo menos é o que presumimos, porque o streaming travou logo no final). Depois, Jasmine Casárez apareceu aos 55 minutos para nos dar aquela falsa sensação de segurança que precede qualquer desastre. Dois a zero. Fácil, certo?
Mas claro, este é o Tricolor. E se há uma coisa que sabemos é que uma partida não termina até que o VAR decida que sim. O Uruguai, que até então parecia mais perdido que um turista sem Google Maps, acordou com dois gols: primeiro Stephanie Lacoste (nome irônico para um dia em que o México perdeu a compostura) e depois Pamela González, cujo gol aos 80 minutos nos lembrou que o futebol é a arte de sofrer com estilo.
E para o caso de não haver drama, Charlyn Corral – a grande esperança branca (ou verde, neste caso) – marcou um gol… que foi anulado por impedimento. Porque o que seria do futebol mexicano sem um pouco de esperança frustrada?
E agora? A resposta que ninguém quer ouvir
Na terça-feira, 3 de junho, há revanche em Tlaxcala (sim, aquele estado que todo mundo coloca “lá perto de Puebla”). O objetivo: aperfeiçoar os detalhes da Copa do Mundo de 2027, porque quatro anos são suficientes para esquecer os erros de hoje… ou repeti-los com mais convicção.
Moral: Se você gosta de emoções fortes, o futebol feminino mexicano é sua melhor opção. Isso, ou assistir novelas.
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