Um compromisso em Washington para apagar incêndios
Mark Rutte, o novo chefe da Aliança Atlântica, chega esta quarta-feira à Casa Branca. A sua missão: conter as tensões crescentes entre Donald Trump e os parceiros europeus. Não será fácil.
A reunião acontece em um momento muito delicado. A guerra com o Irão está no ar e as críticas do presidente dos EUA aos seus aliados só aumentaram. A gota d’água foi o Estreito de Ormuz.
Vários países membros ignoraram o seu apelo para intervir na reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o comércio global de petróleo.
Este desprezo intensificou a agitação em Washington. Trump sente que a Aliança não apoia totalmente as suas iniciativas no conflito. Rutte chega, portanto, com a complicada tarefa de reconstruir uma relação que está se desintegrando.
Visto de fora, parece mais um capítulo da série “Trump vs. Europa”. Mas aqueles de nós que seguiram esta dinâmica sabem que cada falha conta. A OTAN foi construída com base na unidade ocidental face a ameaças comuns. Quando essa unidade é questionada internamente, os alicerces tremem.
A questão não é apenas que acordos resultarão desta reunião. A verdadeira questão é se Rutte será capaz de convencer Trump de que uma aliança fracturada só beneficia aqueles que estão do outro lado do tabuleiro de xadrez geopolítico. O tempo e os próximos movimentos no Médio Oriente darão a resposta.




