Antes saques por desemprego crescem 28% por ações de gestores externos

Gestores externos impulsionam um aumento nas retiradas de Afore; Perda de alerta Consar das semanas citadas.

Antes dos saques por desemprego: gestores externos por trás do aumento

O presidente da Comissão Nacional do Sistema de Poupança Aposentadoria (Consar), Julio César Cervantes, reconheceu que os retiradas-desemprego do Afore mantêm tendência de alta, impulsionada principalmente pela atuação de gestores externos. Durante a sua participação no fórum de fundos AMIB 2026, Cervantes insistiu na necessidade de acelerar as reformas legais para corrigir o atual mecanismo de cálculo.

“A aposentadoria por desemprego é um direito dos trabalhadores, mas esse benefício está sendo mais associado à gestão externa”, observou.

Segundo dados do Consar, entre janeiro e abril deste ano foram sacados 14.474 milhões de pesos, um aumento de 28,2% em termos nominais em relação ao mesmo período de 2024.

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Impacto nas semanas de negociação

A agência alerta que esses saques afetam diretamente as semanas de contribuições dos trabalhadores. Um saque do valor máximo permitido – próximo a 35 mil pesos no tipo A – pode implicar a perda de aproximadamente 120 semanas de contribuições, equivalente a mais de dois anos de trabalho. Cervantes sublinhou que isto atinge especialmente aqueles que alternam entre a formalidade e a informalidade, uma vez que as semanas descontadas podem definir se recebem ou não uma pensão quando se reformam.

Proposta de reforma e reembolso de recursos

A reforma pendente ao artigo 191.º da Lei da Segurança Social procura melhorar o cálculo do valor permitido e reduzir os incentivos de que os gestores beneficiam. A iniciativa já foi levantada no Senado, mas seu andamento depende da agenda legislativa.

A Consar recomenda que os trabalhadores posteriormente devolvam os recursos sacados para sua conta individual. Este processo pode ser realizado diretamente com o Afore, em pagamentos parciais ou à vista, o que permite a recuperação das semanas descontadas.

Apesar deste fenómeno, Cervantes destacou que desde a reforma de 2021, cerca de 400 mil trabalhadores solicitaram uma resolução previdenciária ao IMSS, o que mostra resultados positivos no acesso às pensões.

Víctor Rodríguez, ex-diretor da Pemex, preso por violência familiar

Ex-diretor da Pemex preso no CDMX por violência familiar; Ministério Público de Morelos executa mandado de prisão.

A Procuradoria Geral de Morelos cumpriu um mandado de prisão contra Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Petróleos Mexicanos (Pemex), pelo crime de violência familiar. A prisão foi feita às 17h32. terça-feira na prefeitura de Benito Juárez, no bairro Narvarte, em frente a um café.

Elementos da Polícia Ministerial de Investigação da Cidade do México colaboraram com as autoridades de Morelos na operação. Segundo o Registro Nacional de Detenções, Rodríguez Padilla tem 1,78 metros de altura, pele e cabelos brancos; Ele estava vestindo uma camisa branca e calça social.

O caso que levou à prisão

A prisão responde a uma denúncia apresentada por María Felicia Jiménez Lavie, esposa do ex-funcionário. No final de junho, ela divulgou nas redes sociais vídeos que mostravam o ex-diretor a agredindo em sua casa em Emiliano Zapata, Morelos. Depois que as imagens viralizaram, a presidente Claudia Sheinbaum declarou que não protegeria ninguém e pediu a aplicação de todo o peso da lei.

Jiménez Lavie apresentou formalmente a denúncia em 29 de junho à Promotoria de Investigação de Crimes de Violência Familiar da Cidade do México. Ela explicou que foi tratada “como outra cidadã”. A vítima acusou ataques físicos e psicológicos durante o casamento.

Medidas de proteção e avanço da pesquisa

O procurador-geral de Morelos, Fernando Blumenkron Escobar, informou que o Ministério Público especializado do Centro de Justiça da Mulher emitiu medidas de proteção a favor de Jiménez Lavie. Eles serão ativados quando a vítima exigir. A Secretaria da Mulher do governo federal acompanha o caso.

Blumenkron confirmou que a pasta da investigação começou de ofício no dia 26 de junho. “O processo da investigação continua integrado. O processo não parou e continuaremos garantindo justiça à vítima”, frisou. A Promotoria de Morelos colabora com a Secretaria da Mulher e a Promotoria da capital.

Entre os procedimentos pendentes está localizar o endereço onde ocorreu o ataque, para realizar trabalhos periciais de acordo com as imagens divulgadas. Rodríguez Padilla será transferido para Morelos para atestado médico e apresentação perante o juiz que emitiu o mandado de prisão.

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Toyota transfere produção de Tacoma, mas investe US$ 500 milhões no México

A Toyota transferirá a produção de Tacoma para o Texas, mas mantém investimento recorde em Guanajuato.

Relocação gradual

A Toyota informou que transferirá parte da produção do caminhão Tacoma de sua fábrica em Tijuana, na Baixa Califórnia, para seu complexo industrial em San Antonio, Texas. A mudança será gradual ao longo dos próximos quatro anos.

A empresa indicou que a decisão responde a uma revisão constante das suas operações para manter a competitividade e atender a demanda regional. Assegurou que continuará suas atividades no México e mantém seu compromisso de longo prazo com o país.

Investimento em Guanajuato

O Ministério da Economia indicou que a Toyota manterá a sua fábrica em Guanajuato, onde pretende gerar cerca de 2.800 empregos diretos. Além disso, um novo investimento de mais de US$ 500 milhões será anunciado nos próximos dias.

O órgão federal afirmou que o investimento foi confirmado após esforços do governo da presidente Claudia Sheinbaum. O anúncio faz parte dos esforços para manter a presença de armadores internacionais e fortalecer a indústria nacional.

A Toyota destacou que o México continua estratégico para o seu crescimento regional, devido à geração de empregos e à cadeia de abastecimento automotiva.

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Tribunal analisa se um juiz pode ordenar uma Comissão da Verdade em Ayotzinapa

O SCJN irá analisar se um juiz pode criar uma Comissão da Verdade no caso Ayotzinapa.

Decisão unânime da Sessão Plenária

O Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN) concordou por unanimidade, por oito votos, em atrair um recurso de revisão extraordinário. O objetivo: determinar se um juiz pode ordenar a criação de uma Comissão da Verdade como mecanismo excepcional de investigação dentro de um julgamento de amparo relacionado ao caso Ayotzinapa.

O Plenário avaliará se este poder judicial viola princípios como a divisão de poderes ou a relatividade das penas. Um ministro preparará o projeto de resolução que será discutido posteriormente.

Desculpa devido a conflito de interesses

A Ministra Sara Irene Herrerías Guerra escusou-se de participar da análise e resolução. Argumentou conflito de interesses por ter chefiado anteriormente a unidade da Procuradoria-Geral da República encarregada de investigar o caso Ayotzinapa.

Além disso, o Tribunal atraiu quatro recursos ligados à decisão de 2018 que rejeitou a chamada “verdade histórica” sobre o desaparecimento dos 43 normalistas. Essa decisão ordenou o restabelecimento da investigação através da criação de uma Comissão de Investigação e Verdade no caso Iguala.

Reações das organizações

O Centro de Direitos Humanos Miguel Agustín Pro Juárez questionou a decisão. Ele considera que isso reabre o debate sobre uma resolução fundamental para o esclarecimento do caso. A organização lembrou que, quase 12 anos após o desaparecimento dos estudantes, persistem questões pendentes, como o acesso a informações militares relevantes e o progresso nas extradições essenciais para a investigação.

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