O breve encontro entre a lei e a herdeira
Omar García Harfuch, secretário de Segurança, confirmou isso em Cancún. No meio de uma série de ações em Culiacán, Sinaloa, as autoridades federais encontraram Mónica Zambada Niebla, filha do poderoso Ismael “El Mayo” Zambada.
Eles a seguraram. Foi momentâneo, insistiu o funcionário. O objetivo era claro: verificar se alguma ordem judicial pesava sobre ela, aqui ou do outro lado da fronteira.
“Ela nunca foi detida, ficou momentaneamente sob custódia… para verificar se tinha uma ordem judicial aqui no México ou nos Estados Unidos”, explicou García Harfuch.
A revisão foi rápida. O resultado também. Não havia mandados de prisão contra ele em nenhum país. Após verificação, ela foi entregue à sua família.
Uma operação com outro detido importante
O cenário foi a concordata de El Salado. Ali, elementos da Marinha e da Segurança Nacional realizaram as operações. E a história não terminou aí.
Nessas mesmas ações houve a prisão coerciva: Omar Osvaldo “N”. Este homem tem um mandado de prisão emitido em San Diego, Califórnia. Ele está sob custódia.
A situação de Mónica Zambada é diferente e mais complexa. García Harfuch lembrou um fato crucial: desde 2007 está na lista de sanções administrativas da OFAC dos EUA.
Mas ele fez uma distinção clara: essa designação não é o mesmo que uma acusação criminal ou uma ordem judicial. Eles estão em mundos separados no labirinto jurídico.
“Desde que foi nomeada há quase 20 anos, ela não tem mandado de prisão nem no México nem nos Estados Unidos”, disse o chefe da Segurança.
A mensagem nas entrelinhas é poderosa. As autoridades agiram com protocolo em mãos: proteger a área, verificar identidades e situações legais. Eles encontraram uma mulher ligada a um dos maiores nomes do submundo, mas sem mandados ativos contra ela.
A libertação foi a consequência lógica. A operação continuou com o outro objetivo cumprido: o detido com o mandado da Califórnia.
Mais um dia no infinito teatro de Sinaloa, onde cada movimento é examinado à lupa.




