Uma trégua no meio da tempestade
Dezoito meses de governo, chegam dados que muitos duvidavam que veríamos. O Gabinete de Segurança anuncia uma redução de 41% nos homicídios intencionais em todo o país. Não é uma pequena mudança, é uma reviravolta no roteiro.
“Essa redução equivale a 35 homicídios a menos por dia”, explicou Marcela Figueroa Franco, chefe da Secretaria Executiva do Sistema Nacional de Segurança Pública.
O número diário passou de quase 87 casos para pouco mais de 51. Março de 2026 tornou-se, segundo o relatório, o mês com menos incidentes em onze anos. O primeiro trimestre é o mais baixo desde 2015.
Onde a batalha está sendo vencida?
A melhoria não é uniforme. Sete estados foram responsáveis por mais da metade de todos os homicídios em março: Guanajuato, Chihuahua, Baixa Califórnia, Morelos, Guerrero, Estado do México e Oaxaca.
Mas há histórias esperançosas ali mesmo. Guanajuato relata uma queda de 63% em relação ao seu pico em 2025. Nuevo León e Quintana Roo caíram 74%. Zacatecas despencou seus números em surpreendentes 89%.
O relatório vai além dos homicídios. Os chamados ‘crimes de alto impacto’ também apresentam tendência de queda desde 2018. Os sequestros caíram 36%, a extorsão 17,7% e os roubos com violência 18,2% na comparação anual.
Apenas um crime registou um ligeiro aumento: roubo violento a domicílio, com um aumento de 2,2%.
Estes são números que convidam a um otimismo cauteloso. No grande teatro da segurança nacional, este acto parece promissor. Mas o público, que vive as ruas todos os dias, será o juiz final para determinar se esta tendência se mantém.




