Participação nos lucros em apps: só Rappi cumpre, Uber e Didi pedem desculpas

Apenas a Rappi pagou lucros aos seus motoristas; Uber e Didi afirmam ser novas empresas para evitá-lo.

A presidente Claudia Sheinbaum informou que, pela primeira vez, os trabalhadores de aplicativos receberam participação nos lucros em maio, graças à reforma que lhes concedeu direitos trabalhistas. Porém, a realidade é diferente: nem todas as plataformas cumpriram.

Segundo Sergio Guerrero, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Aplicativos (UNTA), apenas a Rappi tem feito a dispersão da Participação nos Lucros e Lucros dos Trabalhadores (PTU). Em entrevista, ele observou:

“A justificativa da Uber para não distribuir lucros é que ela teve que criar um novo nome de empresa para se adaptar à reforma trabalhista, então este ano eles não são obrigados a pagar esse direito.”

A Lei Trabalhista Federal isenta empresas recém-criadas da distribuição no primeiro ano. Guerrero questionou que essas plataformas operam no México há anos, portanto essa exceção não deveria ser aplicada.

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Didi também recusou. Em resposta ao EL UNIVERSAL, a empresa argumentou que “as empresas responsáveis ​​pelo cumprimento das obrigações laborais ainda não completaram o primeiro ano de funcionamento”, pelo que não haverá participação nos lucros este ano.

Perante esta situação, a UNTA procurou o Ministério do Trabalho e está a avaliar medidas legais. Guerrero acrescentou que o cumprimento da reforma tem sido complexo: apenas 10% dos trabalhadores de aplicativos têm acesso à seguridade social.

“O que vemos é que as plataformas estão ajustando o que pagam aos motoristas para que eles não acessem seus direitos”, disse ele.

A reforma trabalhista das plataformas digitais começou com um piloto em 1º de julho de 2025 e terminou em 31 de dezembro daquele ano. As regras foram definidas pelo IMSS, mas persiste a falta de supervisão. O EL UNIVERSAL solicitou posicionamento da Uber, mas não obteve resposta até o momento da publicação.

Kenzo, o tigre fugitivo, morreu com um tiro na cabeça

Uma autópsia revela que Kenzo morreu de broncoaspiração após o impacto de um projétil na cabeça.

Kenzo, o tigre de Bengala que escapou do centro Animal Experience em 27 de junho, morreu em 2 de julho durante sua captura em Tepetlaoxtoc. A autópsia da UNAM determinou a causa: aspiração de sangue após impacto de projétil na cabeça.

Detalhes da necropsia

O estudo, entregue à Profepa, indica que a ferida “entrou pela região da pálpebra superior direita e continuou seu trajeto pelo palato mole”. Kenzo pesava 116,2 kg e tinha 236 cm de comprimento.

“Da mesma forma, descreve outros ferimentos que o espécime apresentava, alguns compatíveis com projéteis de arma de fogo; entre eles, um correspondente à marcação do espécime (microchip) e, além disso, um ferimento lacerante longitudinal de 11 cm na cauda”, detalha o comunicado da PROPAEM.

O relatório preliminar da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNAM ainda aguarda diagnóstico final com exame histopatológico para maior precisão.

Causas de morte

Kenzo morreu durante a operação de captura após tentar atacar um dos socorristas. O impacto do projétil foi necessário para salvaguardar a integridade daquela pessoa. As autoridades continuam a investigação sobre a fuga e as condições no centro.

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México garante aumento histórico nas exportações de açúcar para os EUA

As exportações mexicanas de açúcar aumentarão 512%; acordos geram derramamentos de 4.760 milhões de pesos.

O diálogo entre os governos do México e dos Estados Unidos produziu resultados concretos no âmbito nacional. A presidente Claudia Sheinbaum instruiu mesas de negociação que permitiram à indústria açucareira mexicana regularizar o acesso ao mercado norte-americano.

Figuras que marcam um divisor de águas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que o país vizinho precisará importar até 1 milhão e 152 mil toneladas de açúcar mexicano para o ciclo 2026-2027. Isto representa um aumento de 512% em comparação com as estimativas do período anterior.

Em termos económicos, o ajuste das cotas fronteiriças gerará um benefício potencial direto de 4.760 milhões de pesos para os produtores de cana-de-açúcar em diversas regiões do país.

Acordo em andamento desde novembro

As negociações binacionais foram formalizadas no ano passado, durante o encontro entre a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, e o presidente mexicano na Cidade do México.

As autoridades agrícolas indicaram que esta conquista confirma a eficácia do diálogo institucional para consolidar acordos que estabilizem o abastecimento e proporcionem segurança económica aos produtores de ambos os lados da fronteira.

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Sheinbaum elogia trabalho humanitário de soldados na Venezuela

Sheinbaum reconhece o grupo militar que apoiou após os terremotos na Venezuela.

A Presidente Claudia Sheinbaum recebeu e reconheceu o grupo “Yumare” da Secretaria de Defesa Nacional pela assistência prestada ao povo da Venezuela após os terremotos de 24 de junho. Destacou que a missão mostrou um México solidário, fraterno e humanista.

“Você mostrou a verdadeira face do México, um México solidário, fraterno e profundamente humanista”, expressou Sheinbaum do Centro de Coleta Estratégica Militar em Zumpango, Estado do México.

O grupo era composto por 264 elementos e 18 binômios canófilos. Durante a obra, 2 pessoas foram resgatadas, 92 corpos foram recuperados e 2.059 consultas médicas foram realizadas, segundo o secretário de Defesa, Ricardo Trevilla.

Ajuda humanitária à Venezuela

O México enviou mais de 70 toneladas de mantimentos, suprimentos e ferramentas por meio de uma ponte aérea de 8 voos e 2 navios Semar. Também foram distribuídas 13 toneladas de medicamentos e realizada uma cirurgia de emergência em um soldado venezuelano em uma sala cirúrgica móvel do Exército Mexicano. Além disso, foram entregues 8 plantas de iluminação industrial com cobertura de 5 mil m² cada.

A embaixadora venezuelana no México, Stella Marina Lugo, agradeceu o apoio desde as primeiras horas do incidente. Como gesto de reciprocidade, a Venezuela doou ao México “Laika”, uma pastor belga de 6 meses que ingressará no Exército Mexicano. Além disso, chegarão dois membros da proteção civil venezuelana com os cães “Sol” e “Sara” para serem treinados em busca e salvamento.

Sheinbaum recebeu uma carta da presidente responsável pela Venezuela, Delcy Rodríguez, e o prêmio “Herói de Primeira Classe da Venezuela”, o maior reconhecimento pela assistência humanitária. A presidente sublinhou: “A sua missão era transmitir a mensagem de que a cooperação entre as nações ainda é possível”.

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