A Procuradoria Geral do Estado de Chihuahua confirmou a renúncia de Guillermo Arturo Zuany Portillo ao cargo de procurador de Operações Estratégicas. A saída ocorre em meio às investigações do laboratório clandestino descoberto no município de Morelos.
Um dia antes da demissão, foi revelado que agentes norte-americanos ligados à operação haviam ido pelo menos duas vezes ao prédio do Ministério Público chefiado por Zuany Portillo. As autoridades estaduais não forneceram detalhes sobre essas reuniões nem sobre a extensão da participação estrangeira no caso.
O Ministério Público informou, por meio de um breve comunicado, que iniciou um procedimento administrativo por uma possível omissão atribuída ao ex-funcionário. Este processo decorre de informação apresentada por Wendy Paola Chávez, chefe da Unidade Especializada encarregada de investigar os factos relacionados com o desmantelamento do laboratório.
Na semana passada, Zuany Portillo deslocou-se às instalações da Procuradoria-Geral da República em Ciudad Juárez para prestar depoimento, juntamente com outros elementos da empresa estatal. Até agora não foi informado se ele enfrenta alguma responsabilidade criminal.
Com esta renúncia, há agora dois comandantes do Ministério Público de Chihuahua que deixam o cargo no caso do laboratório clandestino. O assunto tem gerado atenção devido à suposta intervenção de agentes norte-americanos em território mexicano.




