A Secretária de Cultura, Claudia Curiel de Icaza, afirmou que o aluguel do Castelo de Chapultepec para um evento privado da FIFA não viola nenhuma regulamentação. O pagamento foi de 1 milhão e 300 mil pesos, no âmbito do conceito de “Pagamento de direitos de uso”.
“Foi um evento de diplomacia cultural para nós porque deu visibilidade ao nosso país como anfitrião cultural”, declarou ele durante a conferência matinal de 26 de junho.
O jantar de gala, realizado no dia 10 de junho, rumo à Copa do Mundo de 2026, gerou críticas nas redes e levou os investigadores do INAH a prepararem uma denúncia formal contra quem autorizou o uso do imóvel.
A versão oficial
Curiel indicou que o ato cumpriu a lei e que o diretor do INAH já conversou com os manifestantes. “Não procede porque não há violação de nenhuma lei, é pagamento de direitos de utilização do espaço no âmbito de um evento cultural de diplomacia cultural”, disse.
A presidente Claudia Sheinbaum destacou que a denúncia é de natureza administrativa e não criminal. “Não foi uma reclamação ao Ministério Público, foi administrativa”, esclareceu. Sheinbaum acrescentou que sua participação se limitou às boas-vindas e que não compareceu ao jantar exclusivo. Ele lembrou também que a FIFA pagou um milhão de pesos e que o Castelo está disponível para aluguel há muito tempo.
Reação dos acadêmicos
O historiador Felipe Echenique e o antropólogo Juan Manuel Sandoval pediram à FGR que investigasse os responsáveis pelo acontecimento, por considerarem que transgrediu leis nacionais como a Lei Geral dos Bens Nacionais e a Lei Federal dos Monumentos. Na carta de reclamação, citada pelo EL UNIVERSAL, argumenta-se que a violação do Estado de direito foi “promovida e patrocinada”.
Curiel garantiu que analisará as reclamações e que o departamento jurídico do local segue um procedimento interno. O debate sobre a utilização de espaços patrimoniais para fins privados permanece aberto.




