Renard avalia seu futuro à frente da Tunísia
Hervé Renard, estrategista da seleção tunisina, não fecha a porta para ampliar o relacionamento uma vez concluída a participação da seleção na Copa do Mundo. “Estou aberto a qualquer conversa. Pronto para ouvir o projeto”, declarou o francês de 57 anos.
Renard chegou à seleção africana em meio ao caos. A Tunísia rescindiu o contrato de Sabri Lamouchi depois de perder por 5-1 com a Suécia. O novo técnico assumiu o cargo com uma dura derrota por 4 a 0 para o Japão. Sem chances de avançar para a segunda fase, a seleção fecha sua participação contra a Holanda.
O treinador, com experiência na Zâmbia, Angola, Costa do Marfim, Marrocos e Arábia Saudita, assume a responsabilidade. “Não procuro desculpas nem culpo os outros. Fiquei envergonhado pelo que aconteceu ao Japão, especialmente aos tunisianos”, disse ele. “Estamos focados no próximo jogo. Tentaremos encontrar algo difícil de alcançar.”
A Tunísia é a primeira seleção desde a Grécia em 1994 a perder os dois primeiros jogos da Copa do Mundo por pelo menos quatro gols. No entanto, o guarda-redes Aymen Dahmen garante: “O grupo continua unido. Só precisamos de assumir a responsabilidade”.
O contrato de Renard expira após o jogo de quinta-feira. “O futebol exige orgulho, mesmo quando a situação é complicada. Estas situações devem ser enfrentadas com dignidade até ao fim”, concluiu. Holanda e Japão somam quatro pontos no Grupo F, portanto o duelo contra os holandeses tem peso para a classificação.




